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06 jul 2009 Promessa de blogueiro

Tinha que ser numa segunda-feira, haveria de ser nos últimos minutos, finalmente, depois das férias das férias, no primeiro dia útil do meio do ano, o post promessa. O que já estava anunciado aconteceu, ao menos em partes, aos que ainda não repararam, o blog mudou – branco, me lembra o Google Reader – saíram muitas das frescurinhas, poucas ficaram, as que agora julgo serem indispensáveis. Longe de mim quebrar uma tradição e afirmar que assim ficará pela eternidade, mas daqui para frente poucos ajustes serão feitas, ainda ta faltando uma galeria de vídeos ai ao lado, quem sabe um ou outro recurso que ainda não descobri como fazer, ou recuperar, mas o que realmente importa já está certo, pelo menos em teoria. Eis a promessa.

Ai.

A partir de hoje, este blogueiro especial para assuntos do estrangeiro da Revista UP! se compromete a postar diariamente, pelo menos uma ao dia. Promoção não cumulativa e por tempo indeterminado, leia-se até este que vos escreve der o primeiro vacilo e por preguiça ou motivos mais graves resolva quebrar a própria promessa.

E de onde virá tanto assunto e motivação? -  perguntarão alguns. Bom, os muitos gigas espalhados em HDs, a mania incontrolável de relacionar tudo ao meu redor com a experiência da viagem pelo mundo e o medinho de escrever um livro mostraram o blog como o caminho e a luz para, pelo menos, organizar meu arquivos. Isso muda algumas coisas.

Sai o diário cronológico e manco das minhas andanças, entram as memórias refrescados por milhares de vídeos, áudios, fotos e suvenires digitalizáveis, com a pretensão de refazer meu roteiro ao avesso e de ponta cabeça, no estopim do meu cotidiano entre Curitiba e Sampa, onde tudo me lembra o mundo. Lembrando que o mundo de me faz lembrar de muita coisa.

Enfim, hoje é o primeiro dia do resto da vida destas letras, promessa de blogueiro, mas como boas intenções e se depender da minha vontade, essa não vai ser mais uma promessa de segunda-feira. Que chegue a terça!

22 abr 2009 ESPECIAL COMER – Austrália

Tive um ataque de risos ao ver a página em branco, risos de desespero. Não tenho dúvidas de que o Zeca Camargo tenha excelentes referências de paladar a suas visitas a Down Under, mas eu nunca vi um Michelin impresso, minhas referências ainda estão no insuficiente das páginas do Lonely Planet, as versões mais amplas pra não ocupar espaço e economizar dinheiro. Sempre ele. Falar em comer bem com moedas é mais amável na Turquia, África, leste europeu, Berlim, até Bélgica transforma “budget” em “cool dinner” melhor que a Austrália. Vamos ser justos, a culinária australiana para viajantes “on budget” não é exatamente uma atração.

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Citam por ai algum “aussie steak”, vinhos maravilhosos – não numa refeição de 20 dólares e acredite, com o tempo você não vai querer gastar mais que 10, mas vai se permitir gastar 50, de presente, uma recompensa a brava resistência aos mais diversos atentados gastronômicos. Nesse dia encontre um lugar agradável a beira do mar ou num ambiente bacana no centro se estiver numa cidade maior e caia matando um T-Bone de 600 gramas. Tá certo, desculpa, voltando ao esquema “20 dólares é muito” a opção é o bom e velho “popethinicfood”, no caso corra atrás de “currys” e “noodles”. O “kebabs” e “falafels” salvadores são fáceis de encontrar, mas pasmem, separem até 15 dólares pelo combo com coca/fritas enquanto o primeiro grupo exija não mais que 10 incluindo arroz. Básicamente se você ver um olhinho puxado atrás do balcão de um lugar movimentado pode entrar que vai sobrar pro sorvete da padaria.
Se você tá num praia considere o possível menu do seu hostel, algo entre cozinha tai e indiana, alguma pasta e pizza e um provável BBQ duvidoso estarão entre opções viáveis. BBQ do inglês australiano para português do Brasil é pão com linguiça preparada numa chapa aquecida a gás, o que justifica o acesso a iguaria por até 5 dólares.  Se sair da área “pega turista” está além de onde sua preguiça chega, o restaurante do seu hostel vai ser melhor que restaurantes próximos que estão de olho nos que ocupam os quartos do Resort na quadra a frente. Mas ainda mais saudável ao bolso e corpo é a cozinha do seu hostel, você vai encontrar alguma muito bem equipadas que vão tornar empolgante a missão de ir ao mercado para comprar suprimentos para a semana, ou dia. Na volta não esqueça de passar num “bottleshop” para providenciar um vinho meia boca, já que supermercados (ou qualquer outro estabelecimento que não bar ou restaurante) não vendem bebida alcoólica.

Do céu...

Do céu...

Por fim, se você não se importa em morrer cedo e sabe de cor a ordem dos ingredientes de um Wooper, bem vindo a Austrália. Além de provar com mais intensidade o popular “fish n’ chips” (prato típico???), uma rede completa de brands que ajuda a manter as elevadas estatísticas de obesidade no país está disponível na maioria das cidades, grande parte funcionando 24 horas e o melhor, por menos que 15 dólares.

19 abr 2009 Pegadinha dos 2 dólares australianos (ou 10 centavos de real)

Em 21 dias juntei sem intenção pouco mais de 70 dólares australianos em moedas, é questão de tempo para que as notas recém saídas de um ATM na Austrália se transformem em “trocados” de metal, abundantes e traiçoeiras. Levei pouco tempo para sacar que precisava de um compartimento apenas para moedas, para aquelas que não viravam gorjeta, mas demorei muito para descobrir a existência da moeda de 2 dólares australianos, abundante como moeda de 10 centavos brasileira. Embora a primeira compre quase 32 da segunda, as duas moedinhas são equivalentes em outra medida, o que justifica as generosas gorjetas que deixei sem saber.

Olhando assim parece grande!

Olhando assim parece grande!

Cara de uma... fucinho da outra!

Cara de uma... fucinho da outra!

A maquina de coca-cola sabe a diferença. Eu tentei!

03 abr 2009 Especial Hostels - Austrália

Eis que você está na Austrália, o que você precisa agora é encontrar um lugar para dormir. A verdade é que se você já está na Austrália já deveria ter a reserva dos próximos 2 ou 3 dias. Se você ta lendo isso agora (verão?) do quiosque de internet grátis do aeroporto internacional de Sydney você ta com um problema em potencial, se isso aqui não resolver corre para a Kingscross agora e reza por uma cama que você possa pagar.

Austrália fact #1: Não é o hostel que não é bom o suficiente, é o país que é caro.  Austrália fact #2: Não é que são poucos leitos, é que todo mundo teve a mesma idéia que você. Aprendemos então que existe uma relação entre “bookar” com antecedência e quarto bom por preço justo. Essa regra na verdade se aplica a qualquer rede de hotelaria de qualquer lugar do mundo, em linhas gerais, mas a costa leste da Austrália não pode ser ignorada do ranking de países mais visitados por mochileiros. Em resumo, não vacila que sua saúde ou seu cartão de crédito podem estar em perigo.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Mas digamos que você possa escolher. Existem basicamente 4 opções de hostel entre Sydney e Cairns, YHA, Koalas, Beach Backpackers e os outros. Com exceção de Cairns, Brisben e a própria Sydney, as quatro “bandeiras” citadas acima são responsáveis pela fama “rock n’ roll” do roteiro. Com preços que variam de 25 a 35 dólares australianos por uma cama em dormitório, oferecem basicamente as mesmas facilidades e o mesmo ambiente impessoal. Tudo para suas “day-trips”, DVDs, internet (cerca de A$ 4/h), piscina, churrascos (tradução perigosa do termo “barbecue” encontrado nos murais de avisos ) e “atividades” em geral. Os dormitórios, na maioria mista, têm de 4 a 10 camas, geralmente em beliche e banheiros coletivos por andar ou setor. Por aproximadamente o dobro, por pessoa, é possível um quarto com banheiro. De qualquer forma as condições de limpeza e “layout” da cena costumam ser razoáveis, mas é claro que mostrar seu quarto pra “gatinha” não vai impressioná-la. Não positivamente. A opção “outros” vai de resorts com preços obscenos a pequenos “guesthouses” operados por imigrantes da Ásia. Se comunicar com a recepcionista neste ultimo caso vai exigir mais das suas habilidades em mímica do que do seu inglês fluente, não que o “OZ accent” das recepções dos “funky hostels” seja dos mais fáceis. G’it mate?

Piscina, mais regra do que exceção.

Piscina, mais regra do que exceção.

Por incrível que pareça dormir é sim uma opção nos hostels mais hypes, e pode ser feito no horário convencional, a maioria dos hospedes preferem fazer isso pela manhã ou pela tarde por opção mesmo, a maioria dos lugares tem recepção 24 horas, ou pelo menos acesso livre a qualquer horário. Mas assim como tudo na Austrália, é preciso ficar atento a regras, normas, leis, recomendações e procedimentos, elas variam de um hostel para o outro e podem causar bastante confusão,mesmo entre hostels da mesma rede. Basicamente fique atento a horários, de check-in e check-out, piscina, recepção, cozinha e internet. O que você pode fazer ou não, o que você pode beber e onde. Regras estranhas encontradas incluem “não beber vinho de caixa”, “não alugar prancha de surf entre 9:45 e 10:30 da manhã” e finalmente “não colocar bolsas azuis ou verdes na geladeira”. Regras gerais incluem de 5 a 10 dólares de depósito por chave, a entrega da chave e da roupa de cama usada na recepção do check-out e, quase sempre, não consumir bebidas alcoólicas em certas dependências que, geralmente, não possuem qualquer lógica espacial conhecida pelas ciências modernas.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Ao descer dos ônibus ou trens nas principais cidades do roteiro você vai encontrar pessoas com placas dos principais hostels. Se o seu estiver ali é só embarcar na van e seguir até a recepção, provavelmente um copo de suco e um pedaço de bolo será servido, como cortesia, enquanto você espera para fazer o check-in, ou o momento para dar no pé e ir para o hostel ao lado que é mais barato. Mas antes se certifique que existe realmente um outro hostel ao lado. Além de traslado e lanchinho grátis, a maioria dos hostels vai ser capaz de realizar pequenas tarefas como marcar um voo ou emitir um bilhete de Grey Hound e sugerir, ou até mesmo lhe vender pacotes para “day-trips” na região. Existe, claro, uma comissão, que você pagaria provavelmente em outra agência, mas que pode te comprar tempo pra passar na praia.

Um oferecimento... RÁ!

Um oferecimento... RÁ!

Por ultimo,se você está indo a Austrália para viver intensamente o clima Down Under de badalação,esportes aquáticos, azaração e festa, eleve a importância do quesito hospedagem, acredite, o seu hostel vai ser peça chave na sua experiência. Se você não procura nada disso, e não quer gastar mais que 25 dólares por noite… bem-lembre de pedir um quarto no fim do corredor, se é que você vai poder escolher.

Resolver pela web

HOSTELWORLD – Encontrar e reservar um hostel
YHA AUSTRALIA – O hostel que eu fiquei
KOALA
– Um hostel que eu ficaria
XE.COM – Converter A$ em R$

21 mar 2009 Efeitos Grey Hound

Uma parte do tempo que você passa viajando pela Austrália, (sempre lembrando: seja a trabalho ou de férias, mas na faixa!), especialmente se for visitar muitos lugares em curto espaço de tempo e a grana é curta, vai proporcionalmente passar num Grey Hound, momentos inesquecíveis. Em 15 dias o tempo estimado na poltrona de um Grey Hound ou correlatos que inclui horas desnecessárias em postos de gasolina tomando um café de gosto duvidoso e planejando como tornar o acento algo minimamente confortável equivale a aproximadamente a 3 dias, ou 20% do total da sua estádia na Down Under. Convenhamos, dentro de todo esse tempo o mínimo que você deve fazer é aprender coma situação.

Os prestadores de serviço na Austrália não são os melhores exemplos de cordialidade, especialmente motoristas de Grey Hound. No bilhete a hora marcada para embarque era 14:45. Nem um minuto antes, todos, um a um, sob as vistas do motorista, embarcaram no ônibus, como indicado no pedaço de papel. Nem um antes, após todos,um a um, se acomodarem em seus acentos o motorista solicita que todos, um a um, sob os olhos do motorista, desçam do ônibus para controle dos bilhetes. Num primeiro instante risadas leves e contidas, nenhum movimento. No minuto seguinte do lado de fora, sob os olhos do motorista, todos com o bilhete na mão.

Bilhete na mão não basta, não sempre. É preciso checar se a empresa e o motorista não perderam comunicação e conferir se seu nome está na lista, falhar nesse processo pode te levar a descobrir outro fato. As vezes um tratamento mais personalizado convém. Pronto pessoal, já encontrei os dois que atrasaram a saída – gritava o motorista apontando para este que vos escreve e seu inseparável companheiro de viagens para a Austrália. O nome de vocês não está na lista- continuou – eu não posso cuidar de cada um dos passageiros, vocês têm que dar o nome para colocar na lista, entenderam?

Sim, bem como todos no ônibus.

Mas não vamos crucificar o seu motorista, ficar esperando o um cidadão tomar seu café enquanto conta piadas em espanhol é de matar, o motorista tem todo direito de reclamar. Eu teria reclamado comigo se fosse ele.

A coisa é um pouco irritante para todas as partes envolvidas. O motorista é obrigado a falar num microfone a cada parada, que sãomuitas. Não creio que todos os motoristas de todas as empresas seja providos de tal espírito Bozo, devem ser obrigados a dirigir e apresentar um stand-up comedi ao mesmo tempo. Todos falharam na segunda parte,para o bem na nossa integridade física.

Tentar dormir num Grey Hound te faz sentir saudades da Itapemirim, a coisa melhora um pouco se você consegue abocanhar 2 poltronas, por motivos lógicos e entre uma parada e outra, entre um anuncio e outro da para tirar um cochilo e ter uma viagem relativamente tranqüila. Ainda assim ficam alguns conselhos.

-Verfifque seu bilhete, se o ônibus vai para o mesmo destino que você e suas malas. Cheque de novo,só para garantir.

-Providencie iPod,livro,jogo portátil, baralho ou qualquer coisa que lhe motive a ficar sentado enquanto está com sono.

-Quando sair do ônibus nas paradas, leve consigo algo que lhe permita ficar entretido por até 45 minutos. Sério.

-Tenha algo para beber e comer dentro do ônibus,quando você quer, ele não para.

Para demonstrar os perigos que um Grey Hound pode oferecer a sua integridade física e mental e suas conseqüências, me submeti a um experimento, tentar fazer um vídeo de 30 segundos após 12 horas de viagem.

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Já é difícil dormir num ônibus, cacos de vidro na poltrona são desnecessários.<-->

16 mar 2009 Austrália – Especial Transporte

Promessa é dívida, devo não ego,pago quando puder e aqui vai a primeira parte que vai integrar a nova página e a nova categoria de “coisas úteis” do blog.Até que enfim algo que presta,para a alegria daqueles que estão pensando em dar seus roles pela Down Under, especialmente no roteiro da costa oeste entre Sydney e Cairns.

Chegar lá.

Esse avião tem capacidade para quase 500 pessoas... todas indopara a Austrália!

Esse avião tem capacidade para quase 500 pessoas... todas indopara a Austrália!

Não importa de que país há menos que queira encarar uma vigem dispendiosa e clandestina num navio ou gastar tubos de dinheiro num veleiro (a idéia é boa), a forma viável é pelo ar e se você não é papa, pop star e/ou presidente vai ter poucas opções de vôos saindo do Brasil. A rota usual é uma combinação TAM /LAM / Quantas que sai de São Paulo ou Rio passando por Buenos Aires, Santiago ou Assunción. Para aqueles que estão na Europa as passagens mais baratas costumam sair de Londres pela British Airways ou Quantas. A Air Asia vai ser provávelmente a opção mais barata para aqueles que partem da Ásia, principalmente o sudeste asiático.

Uma vez em terras australianas prepare-se para mensurar as distâncias em milhares de quilômetros, estamos falando de um país continente, ou seja, alguns centímetros no mapa são na verdade muitas horas dentro de um ônibus ou trem ou muitos reais há menos transferidos do seu cartão de crédito para alguma companhia aérea.

Se você confere seu saldo bancário a partir do quarto dígito, não quer perder tempo e não abre mão do conforto a melhor pedida é cruzar grandes distâncias em um vôo da Quantas, ou ainda pela Jet Star se barras de cereais não forem um problema. Ambas as empresas servem os principais aeroportos do país, logo você não terá problemas em viajar entre Melbourne e Brisben, por exemplo, mas se você realmente faz questão de chegar a lugares como Hervey Beach pelo ar terá que estar preparado para voar aviões de 8 lugares oferecidos por companhias regionais e, claro, pagar por isso. Os preços podem ultrapassar os 300 dólares australianos e nessa hora meios de transporte menos glamurosos, mais lentos e desconfortáveis como trens e ônibus serão muito bem vindos.
A Austrália conta com um serviço de transporte ferroviário bastante descente, são mais lentos e mais caros, mas um pouco mais confortáveis que as poltronas da Grey Hound. Eis um nome que você não vai esquecer tão cedo se decidir viajar pela costa leste. Gray Hound e Premier são as duas principais empresas que operam as rotas rodoviárias com pelo menos dois carros diários, cada, para praticamente todas as praias ou pontos de acesso, mas a primeira virou sinônimo de ônibus e frequentemente você irá responder a pergunta “fly, train or greyhound?”, mesmo que seja da outra empresa.

O famoso Grey Hound por dentro...

O famoso Grey Hound por dentro...

... e por fora!

... e por fora!

As passagens por aqui não costumam ser das mais baratas, na média 400 quilometros podem sair por até 120 reais e costumam durar horas. Se sua viagem durar mais de 6 ou 7 horas cogite fazê-la durante noite e economizar a grana do hostel. Hospedagem,aliás, vai ser o tema do post de amanhã, seguido de um manual de sobrevivência alimentar. Todo este material que compõe os três próximos posts vão fazer parte da prometida página com utilidades para futuros viajantes. Aproveitem que em breve voltaremos com a programação normal!

06 mar 2009 Perus em Noosa Heads

Em Noosa Heads, cidade pacata com baladas intensas a praia é bela e as ruas charmosas. Foi uma das surpresas da viagem, nada poderia ser melhor que passar um tempinho maior por aqui, mas não posso reclamar, esse é meu trabalho, Davi ta aqui de férias e de graça e nenhum de nós ta pagando um centavo pelos hosteis bacanas que mandaram a gente. Mas além de momentos de relax e sacanagem, Noosa Heads também tem suas esquisitices.

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Em tempo, no meio dessa malemolência entre ruas caras e perus atentei para o estrago estatístico proveniente da falta de qualquer coisa útil neste blog. Sob intensa pressão do público e crítica, com menção honrosa a minha mãe e ao meu chefe, torno pública a intenção de colocar logo uma página no blog com algo que possa facilitar a sua vida caso decida se aventurar pelo mundo. Agora consigo visualizar a coisa por continentes e países, índice, touch screen e interatividade holográfica. Não prometo nada, mas aguardem que pelo menos o nome de um ou outro hostel bacana, roteiros ou partes deles e a densidade demográfica por região em relação a atividade pluvial eu coloco.

26 nov 2008 Corpo em Cairo, mas a mente…

Eita vida boa, insha allah, um dia eu volto pro paraíso que é a região de Sinai no Egito, banhado pelo azul esverdeado do Mar Vermelho, a terra dos Beduínos reserva maravilhas e perigos aos viajantes mais desavisados. O perigo na verdade consiste em não voltar, é fácil ficar por lá e aqui fica a primeira dica: se for ao Egito, deixe essa região por último, do contrário todo resto de sua programação irá por água abaixo, principalmente se você for um mochileiro apreciador da velha e boa malemolência, como eu. Dizer adeus, ou mesmo até logo para Dahab e muitos outros lugares é tarefa complicada. As maravilhas são incontáveis, o mar, comida, as pessoas. De volta a zona de Cairo preferia estar com os peixes, mas o bonde não espera mais e assim que o meu limite do cartão de crédito disser que sim eu parto para o Quênia, mas não sem claro deixar registrado aqui os melhores,e claro, os piores momentos dessa trip (por hora não lembro dos maus momentos, mas deve ter na minha câmera algum vídeo ou foto pra refrescar minha memória baleada). Pra variar um pouco o tempo é curto e a banda não é larga, o que significa que por hoje vai este texto e quantas fotos a conexão permitir, enquanto isso eu vou subindo e preparando um material bacana com maiores detalhes.

Lar doce lar

Lar doce lar

O quintal

O quintal

O teto

O teto

29 out 2008 Bem vindo a nossa nova casa!
 |  Categoria: Egotrip  |  Tags: , , , ,  | 665 Comentários
Desbravador? Puetz!

Desbravador? Puetz!

Salam, axé, seja bem vindo a nossa nova casa. Sim, falo também da África, mas depois! Para quem está chegando agora, o blogue mudou.

Como os iniciados podem notar, o recinto ficou mais condizente com a dinâmica da bloguesfera, tem mais botões, links e widgets (também não sei!), mas no final das contas a coisa ficou mais divertida. Ai do lado direito por exemplo, você vai encontrar umas informações bacanas: um mapa indicando meu provável paradeiro e dados sobre o local, ao lado você vai encontrar uma galeria de fotos, aqueles que não apreciam a prosa podem se aventurar por ali ou tentar a galeria de vídeos que também mudou, mais vídeos (in)úteis que não vão te ajudar a ficar por dentro da cultura local. Se depois disso você não achar nada melhor pra fazer, confere as listas dos lugares por onde eu passei, alguns links interessantes, outros nem tanto ou gaste seu precioso tempo ocioso visitando alguns blogues bacanas que eu vou linkar, um dia. Nada de mais, mas agora também da pra buscar os posts por categorias, assim você não perde tempo e só le as besteiras que realmente te interessam! Dinheiro Anúncios podem esporadicamente aparecer (to contando com isso!). Mas enquanto o dinheiro sucesso não chegar não vou poder esnobar ninguém e vou ter que encarecidamente solicitar a blogueiros famosos ou não que escolham um dos banners disponíveis no final da página e coloquem em seus blogues em qualquer posição de maior destaque possível que desejarem. Enfim, com o tempo a casa vai ganhando alguns móveis novos, tudo pra tornar sua viagem um pouco menos sofrida!

De resto nada será como antes, a Europa é bacana e tudo mais, mas o mundo é grande e este que vos escreve já está com os dois pés na África. Minha jornada no continente mãe começa pelo Egito, no nordeste africano. Cairo, a megalópole árabe será a base urbana para uma aventura pelos desertos, templos e praias egípcias. Depois do Egito… só meu cartão de crédito sabe, a saga africana ta só começando, aquele Mochileiro UP almofadinha que passeava pela Europa ficou por lá. Senhoras e senhores, preparem-se, o novo Beline Jones está chegando e vou logo avisando, ele não está para brincadeira (com exceção da foto que ilustra este post, uma vergonha para a classe dos desbravadores!

Opa, já estava esquecendo, agora também posso colocar links nos posts, então segue primeiro. Clique aqui, da uma espiada no blogue antigo e sinta a diferença!

Não podia terminar este primeiro post da nova era sem agradecer imensamente os responsáveis pela mudança estética e funcional do blogue. Sim,porque enquanto eu viajo, curto a vida e de vez em quando decido postar alguma coisa, tem gente no Brasil ralando de verdade pra fazer a bodega funcionar. Jacque e Cesar: muitíssimo obrigado, sem vocês eu continuaria na idade das pedras digitais.

Por enquanto é isso pessoal, vocês podem não botar fé, mas amanhã já tem post novo e com vídeo! Dúvida? Viaje por aqui amanhã e verás! Ou não!