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07 mai 2009 Graficuzinhos de viagem

Pra quem não sabe e justificando a baixa frequência de postagens, o Blog do Beline vai mudar em breve, mas falo disso depois. Época de mudanças também é momento para analises, rever o que foi feito até então. Pensando nisso vou aproveitar os últimos dias de vida do blog atual para fazer um feedback da viagem, uma forma de continuar postando e uma desculpa para publicar qualquer besteira. Para abrir com chave de ouro, resolvi postar alguns dados importantes que recolhi durante este mais de um ano de viagem pelo mundo. Desculpem a falta de acentos nos gráficos, eles foram feitos neste site que não reconhece acentos.

 

A pergunta que não quer calar

A pergunta que não quer calar

 

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01 abr 2009 Este post não foi pago. O próximo também.

O buzz entorno do episódio @marcelotas já passou, mas ainda rendeposts e twittes por ai e o debate sobre a questão do post pago e seus correlatos segue apimentada. Para quem ainda não sabe, esse trecho da Austrália faz parte de uma etapa especial da viagem, o roteiro foi uma sugestão da equipe da West 1 que, junto com a Revista Up!, patrocinou os custos da viagem, meus e do sortudo (ou competente?) Davi . Como se não basta-se a YHA Australia, uma grande rede mundial de hostels ofereceu todas as diárias entre seus hostels que cobriam o roteiro, ou seja, todas as cidades. No último minuto a ISIS aparece com um seguro saúde e de bagagem durante a minha estadia pela Down Under.

Tudo isso, claro, não surgiu do nada, não pelos meus fictícios “belos olhos”. É parte de uma parceria entre as empresas e a Revista Up e as empresas envolvidas para patrocínio da veiculação do conteúdo que produzo. Bom para mim e para a revista já que gastamos muito menos para produzir conteúdo, bom para o leitor que vai ter acesso a informação sobre uma boa parte da Austrália, bom para a West 1, YHA e ISIS que gastaram suas verbas numa forma de comunicação inteligente. Eu chego em algum lugar da forma e com a estrutura que meu dinheiro permite. O que me faz decidir entre um hostel e outro é basicamente se eu posso ou não pagar por ele, entre outras coisas, mas com muito peso. Se me oferecem vôos, todos os hostels e seguro saúde na faixa, porque não aceitar? Porque envolve publicidade? Ai está a chave, este é um blog de viagem, que pública informações para viajantes, além de outras coisas.

Não tenho opinião sobre hostels que eu não fui, por motivos óbvios, quando escrevo sobre hospedagem me baseio no que eu vejo de opção e na experiência nos hostel em que fico. O mesmo com basicamente todos os serviços de que me utilizo durante a viagem. O seguro saúde não usei, afinal, é pra isso que a gente compra, pra nunca ter que usar. Mas parecia ser certinho, conjunto com a Unibanco, tinha até cobertura para esportes. Mas os hostel eu usei. E com gosto, são bacanas, muito bem estruturados com tudas as facilidades que você possa imaginar. Se a YHA já sabia disso e me ofereceu justamente porque sabia que eu ia gostar, sorte deles, já falei e mal de muita cama por aqui. Também já falei muito (bem e/ou mal) de outras empresas sem receber um tostão.

O blogémeu, faloo que eu quero.

O blog é meu, falo o que eu quero.

Ou seja, a viagem foi patrocinada, esse post não, nem qualquer outro. Eu escreveria sobre o hostel com ou sem patrocínio, no lugar da YHA estaria outro hostel qualquer e eu daria minha opinião de qualquer forma. Todo esse meu “mimimi” justamente porque amanhã tem Especial Hospedagem – Austrália, e não quero nenhuma manifestação anti-capitalista desavisada nos comentários de lá. Mas aqui eu quero!

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16 mar 2009 Austrália – Especial Transporte

Promessa é dívida, devo não ego,pago quando puder e aqui vai a primeira parte que vai integrar a nova página e a nova categoria de “coisas úteis” do blog.Até que enfim algo que presta,para a alegria daqueles que estão pensando em dar seus roles pela Down Under, especialmente no roteiro da costa oeste entre Sydney e Cairns.

Chegar lá.

Esse avião tem capacidade para quase 500 pessoas... todas indopara a Austrália!

Esse avião tem capacidade para quase 500 pessoas... todas indopara a Austrália!

Não importa de que país há menos que queira encarar uma vigem dispendiosa e clandestina num navio ou gastar tubos de dinheiro num veleiro (a idéia é boa), a forma viável é pelo ar e se você não é papa, pop star e/ou presidente vai ter poucas opções de vôos saindo do Brasil. A rota usual é uma combinação TAM /LAM / Quantas que sai de São Paulo ou Rio passando por Buenos Aires, Santiago ou Assunción. Para aqueles que estão na Europa as passagens mais baratas costumam sair de Londres pela British Airways ou Quantas. A Air Asia vai ser provávelmente a opção mais barata para aqueles que partem da Ásia, principalmente o sudeste asiático.

Uma vez em terras australianas prepare-se para mensurar as distâncias em milhares de quilômetros, estamos falando de um país continente, ou seja, alguns centímetros no mapa são na verdade muitas horas dentro de um ônibus ou trem ou muitos reais há menos transferidos do seu cartão de crédito para alguma companhia aérea.

Se você confere seu saldo bancário a partir do quarto dígito, não quer perder tempo e não abre mão do conforto a melhor pedida é cruzar grandes distâncias em um vôo da Quantas, ou ainda pela Jet Star se barras de cereais não forem um problema. Ambas as empresas servem os principais aeroportos do país, logo você não terá problemas em viajar entre Melbourne e Brisben, por exemplo, mas se você realmente faz questão de chegar a lugares como Hervey Beach pelo ar terá que estar preparado para voar aviões de 8 lugares oferecidos por companhias regionais e, claro, pagar por isso. Os preços podem ultrapassar os 300 dólares australianos e nessa hora meios de transporte menos glamurosos, mais lentos e desconfortáveis como trens e ônibus serão muito bem vindos.
A Austrália conta com um serviço de transporte ferroviário bastante descente, são mais lentos e mais caros, mas um pouco mais confortáveis que as poltronas da Grey Hound. Eis um nome que você não vai esquecer tão cedo se decidir viajar pela costa leste. Gray Hound e Premier são as duas principais empresas que operam as rotas rodoviárias com pelo menos dois carros diários, cada, para praticamente todas as praias ou pontos de acesso, mas a primeira virou sinônimo de ônibus e frequentemente você irá responder a pergunta “fly, train or greyhound?”, mesmo que seja da outra empresa.

O famoso Grey Hound por dentro...

O famoso Grey Hound por dentro...

... e por fora!

... e por fora!

As passagens por aqui não costumam ser das mais baratas, na média 400 quilometros podem sair por até 120 reais e costumam durar horas. Se sua viagem durar mais de 6 ou 7 horas cogite fazê-la durante noite e economizar a grana do hostel. Hospedagem,aliás, vai ser o tema do post de amanhã, seguido de um manual de sobrevivência alimentar. Todo este material que compõe os três próximos posts vão fazer parte da prometida página com utilidades para futuros viajantes. Aproveitem que em breve voltaremos com a programação normal!

05 jan 2009 As férias acabaram, ou estão recomeçando!

Feliz Ano Novo! Feliz Natal. Feliz aniversário pro “big boss” também, eu esqueci na verdade, mas tenho um álibi, o que na verdade também explica o evento cuja maioria dos meus amigos e inimigos também qualificaria como férias. Bom, nada mais lógico para explicar o último post no ano passado. Tá, bem antes disso. Mas na verdade eu não estava de férias, as férias tirei um dia depois do ultimo post, no arquipélago de Lamu no Quênia, cinco dias de vadiagem total levando vida de mendigo rei (tem um ou dois vídeos vindo ai). Mas eis que me dou conta de que em poucos dias estaria embarcando para a Austrália, país que até segunda ordem exige um visto que por sua vez vai lhe tomar tempo, paciência e dinheiro se você estiver no meio do nada e a próxima embaixada habilitada a te prestar tal serviço fica a 3 países de distância e por causa de algo que chamam de festas de fim de ano todos os vôos lotam sem explicação e a única maneira de chegar até seu destino é por terra. As vezes asfalto e ocasionalmente um ou outro rio.

Entre Nampula e Quilemane!

Entre Nampula e Quilemane!

Resumindo: passei as duas ultimas três semanas tentando atravessar a Tanzânia e o Moçambique para chegar a Pretoria, na África do Sul. De Lamu no litoral central do Quênia até Johannesburg, onde me encontro agora foram mais de 5000 km distribuídos desproporcionalmente em um avião, um matatu, dois picapes, quatro ônibus, quatro mini-ônibus, duas balsas, um “speed-boat” e uma canoa passando por 16 capitais, pequenas cidades ou vilas. Coisas como chuveiro, papel higiênico, internet, sinal de celular, tomada, se energia elétrica estiver disponível, comida ocidental, turistas e internet, entre outras coisas. Por outro lado, coca-cola gelada, créditos para o celular que não vai funcionar, cabritos e galinhas vivas e peixes mortos, maconha, telefone publico, comida cujos ingredientes e procedência é melhor não saber, paradas de ônibus infinitas e insetos, entre outras coisas, são tão comuns que, ao final da jornada, ver a “mama” (ou a tia mais cheinha e de certa idade) aliviando na moita ao lado da sua na beira da estrada não é extraordinário o suficiente para desviar seus pensamentos a cerca de sua lembrança de como era um garfo.

Ao final, postar no blog durante essa jornada parecia tão fácil quanto pedir uma pizza. Coisa que consegui fazer, afinal, em Johannesburg. Agora veio o post, e os próximos virão. As histórias da minha estada malemolente em Lamu, as paradas involuntárias em Dar el-Salaam e Mtwara assim como minha noite de Natal em Maputo e minha virada em Johannesburg já estão engatilhadas.  Como hoje é dia 5 e em minutos vou receber um email do meu editor chefe pedindo meu texto pra próxima edição da UP! e essa jornada rendeu boas histórias, principalmente no trecho entre Mtwara no extremo sul da Tanzânia e e a capital Maputo, no extremo sul do Moçambique, decidi fazer da edição #16 um guia prático de como não viajar pela região e se você tiver de fazê-lo, como tirar proveito da situação em favor da sua jornada, a final e felizmente, nem tudo são espinhos. Ao final, tudo estará aqui e na revista. Pra gente não se perder eu vou tentar postar em ordem cronológica, embora, já tendo vivenciado, acabe por relacionar fatos contidos um espaço de três semanas. Feliz 2009 e um bom começo de ano para aqueles que já estão de volta a labuta.

21 nov 2008 Chat Virgula - Parte 2

Segunda e última parte do chat que rolou no Virgula. Detalhe: deu o maior trabalho do cão editar essa bagaça pra postar aqui, depois fui tentar colocar perguntas e respostas em ordem, mas não obtive sucesso (viajar meio mundo sozinho é fácil, lidar com o MS Word é que é difícil). Enfim, pode ser que tenha algum resposta aqui cuja pergunta está no post anterior, enfim, nada que vá tornar o post incompreensível, a menos que seu Qi seja igual ou menor que o meu! Bom fim de semana moçada!

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20 nov 2008 Chat Virgula - Parte 1

Salve moçada, o chat de ontem foi bem bacana, um monte de gente fazendo várias perguntas, tava até me sentindo importante. Como surgiram umas perguntas legais e a moderadora depois me disse que tinha muita gente com as mesmas dúvidas decidi postar aqui no blog a integra do chat, a coisa ficou meio longa então vou dividir em duas partes. Como amanhã é feriado no Brasil e provavelmente eu vou ficar sem conexaõ por um tempo de novo, vou deixar a bagaça programada pra postar nos próximos dois dias! Outra coisaqueme veio na cabeça é o seguinte, se vocês acharem que é interessante eu posso começar a postar de vez em quando um pocotão de dúvidas com as perguntas que o pessoal deixa noscomentários ou manda por email,quando eu juntar uma boa quantidade eu mando as respostas aqui,combinado? Então aquele abraço e vejo você assim que alguma conexão permitir!

 

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