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13 jul 2009 Cadê as fotos menino?
 |  Categoria: Fotos  |  Tags: , , , ,  | 4.784 Comentários

Fotos de viagem, não podemos negar, conferem certa legitimidade ao viajante, são as provas  da conquista. Ao mesmo tempo, revelam um cuidado, não raramente um excesso, com o registro desta conquista, ainda mais, com a representação visual e plástica do incontestável. Ao viajante, cabe também, a missão do registro.

Tudo isso para justificar a falta de foto de mim mesmo viajando. Minha mãe fica louca! Com ela eu arremato um kit souvenires, tipo coleção de moedas, carimbos de passaporte e tickets. Mas as fotos. Existir elas existem, com ou “sem migo” e são mais do que aquelas que posso ver agora. Mas dentro dessa minha lógica e disciplina, er, enfim,  pouco está devidamente catalogado, taguiado, tratado, etc. Ainda neste pouco, há um fração que está acessível via web e como me comprometer está sendo o tema da semana, vou enfiar o pé na melancia e anunciar o plano de engorda do Flickr. Alguns álbus já estão prontos e a Tailândia é o cenário de mais de 80 fotos, até o momento.

Por último, mas não menos importante o Twitpic pode conter fotos de cotidiano, aquelas que vai da câmera do celular, direto para a rede.

Pois, sei que albuns de foto pode não ser dos programas mais maneiros, mas minha avó gostou, só reclamou que não tinha uma foto da Torre Eiffel. Comigo!

14 nov 2008 Finalmente o deserto!
 |  Categoria: Desbravador, Egito, Fotos  |  Tags: , , , , ,  | 498 Comentários

Conforme prometido, hoje segue a primeira parte das fotos do deserto em si e seus correlatos, o que inclui imagens tipo catalogo da Toyota e retratos roubados no nosso querido guia beduíno. Amanhã eu o Cesar ou a Jacque postam a segunda parte das fotos e um texto com algumas impressões sobre a empreitada. Eu sei, amanhã é sábado e se nosso chefe é humano meus anjos tecnológicos não trabalham, mas como eles tem um QI infinitamente mais elevado que o meu eles vão saber programar essa bagaça pra postar sozinho, o que me faz lembrara que há um erro no post de ontem. Eu disse que a série de fotos começaria ontem e iria até sexta-feira, no caso hoje. Bom, esses dias no deserto me privaram da noção de tempo, então corrigindo, a série vai até amanhã, sábado, salvo algum engano do calendário do meu PC.

A estrada é longa e lá vamos nós!

A estrada é longa e lá vamos nós!

Alguém foi e não voltou...

Alguém foi e não voltou...

Lembrando, novamente, que todas as fotos estão a disposição na galeria ao lado ou, se preferir, clique no link abaixo para ver todas as fotos deste post.

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13 nov 2008 Enquanto isso…

Sei que depois do último vídeo não há nada mais que você precise saber sobre desertos, afinal, minhas superproduções cinematográficas são, além de tudo, esclarecedoras, mas mesmo assim vou começar, a partir de hoje até sexta feira, a postar as melhores imagens dessa minha jornada turística, prometo que as fotos serão melhores que o vídeo. Como amanhã estou indo para Alexandria e minha experiência diz que vou sofrer novamente com conexão, vou usar meus conhecimentos tecnológicos e deixar uma programação no blog para que ele poste sozinho vou mandar tudo por email pro Cesar e ele vai postando aqui! Hoje seguem algumas fotos de Baharia Oasis, a pequena vila onde me hospedei na primeira noite, nos próximos dois dias vem às fotos do deserto propriamente dito! Assim que voltar de Alexandria eu posto as novidades.

Nosso carro é um pouco melhor que isso!

Nosso carro é um pouco melhor que isso!

Adivinha o que esse homem está fazendo...

Adivinha o que esse homem está fazendo...

Só para lembrar, todas as fotos podem ser vistas também na galeria ai ao lado, na pagina de fotos ou clique em continuar lendo e veja mais fotos.
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03 out 2008 Branco no fundo azul
 |  Categoria: Europa, Fotos  |  Tags: , , , , , , ,  | 575 Comentários

 

E agora esse papel branco (digital) no fundo azul do editor de textos, o meu pc só pode estar de sacanagem comigo e a saudades daquele branco, naquele fundo azul só aumenta. De volta a Atenas, a internet e ao cinza, tudo que tenho em mente são as lembranças dos meus dias pelas ilhas gregas, nada mais me comove. Exceto pelo papel branco no fundo azul. Sacanagem.

Já em Atenas, antes das ilhas, ouvia falar de Ios. Fica perto de Santorini – diziam. Dormir e comer é mais barato em Ios e fica perto de Santorini – diziam ainda, alguns. E realmente Ios é uma ilha bacana com suas praias, camping, bares. E fica perto de Santorini, 1 hora de barco, 10 Euros, amanhã de manhã as 5:30. Da manhã. Acordar cedo é bom porque quando seu dia começa não significa que também está acabando, nesses momentos gloriosos em que a tarifa mais barata te obriga, é possível apreciar por duas vezes, no mesmo dia, o espetáculo do crepúsculo, o nascer e o pôr do sol. Acordar bem mais cedo para ir a Santorini foi ainda mais sorte, quando o sol nasceu naquele dia, já nasceu iluminando as cores da top 1 das ilhas gregas. Editor de texto sacana.

Santorini é descepcionante quando se vê pela primeira vez, de perto, pisando a ilha no porto novo, um imenso paredão de pedra, algum comercio e um pequena estrada que te leva até onde os olhos não se cansam. Descrever Santorini agora seria desperdício de tempo, é trabalho para algum tipo de crítico mais iluminado, só no que consigo pensar são as cores, as formas. Sacanagem.

As cores são tantas que se resumem em duas, as formas tão diversas que de longe parece não haver forma e de perto ela pode ser ainda mais abstrata ou reta. Tantas foram as fotos do mesmo telhado, do mesmo mar, mas os olhos não se cansam e você observa tudo como se fosse ali uma espécie de cenário irreal, Santorini parece fake, é fotogênica e faz pose, até que o sol se ponha, mudando as cores da ilha, uma espécie de show de encerramento. O sol se põe e o meu barco parte de volta a Ios, já era noite, Santorini ainda estava lá, mas já não tinha mais aquelas cores. Vou sentir saudades, de Ios, mas vou principalmente sentir falta de Santorini. Esse página já tem algumas letras, mas ainda é uma página branca no fundo azul do meu editor de textos. Sacanagem.

 

 

18 set 2008 As “ilhas gregas” da Grécia!
 |  Categoria: Europa, Fotos, Grécia, Ios  |  Tags: , , , , ,  | 607 Comentários

A tal da “ilhas gregas”, quem nunca sonhou? Estava em Atenas, vida de mochileiro, tempo de sobra, cartão de crédito estourado, contando as moedas pra pagar o expresso simples sem leite porque é mais barato. Ilha grega por ilha grega eu já conheci Salaminas, não é o lugar mais famoso do mundo, mas é bonito, é uma ilha e fica na Grécia. No meu imaginário, aquelas ilhas gregas dos filmes e revistas bacanas de turismo era como caviar, você sabe que existe, sabe que alguém já viu, mas não é ninguém que você conhece.

O ferry-boat entre Atenas e Salaminas sai do porto de Pireus, e de lá também saem os navios elegantes para as tais ilhas gregas, costumo passar por esse porto quase todo dia e vejo dezenas de anúncios com passagens para Ios, Santorini, Creta e toda a elite do supra-sumo do turismo mediterrâneo. Um dia tomei coragem e fui perguntar, como um bom brasileiro, o preço das passagens, queria saber quanto custava o bilhete mais barato para a ilha mais próxima, mas tinha que ser uma das famosas. Para minha grata surpresa, um ticket noturno custava em média 25 Euros, o que na verdade é o preço médio de uma noite num hostel de Atenas. Pensei: se o navio é noturno, eu posso passar a noite viajando, não pago o hostel e fica tudo certo! Por que ir, porque não ir? Fui. Mamãe vai ficar tão orgulhosa, meu chefe nem tanto, afinal, ele não paga um mochileiro para ficar dando voltas em “ilhas gregas” em navio bacana. Calma doutor, se te serve de consolo, estiquei meu saco de dormir no convés do navio e dormi como um anjo ao relento enquanto os turistas de passaporte europeu relaxavam seus corpos em camas “king-size” sob o ar condicionado das cabines luxuosas. Quer saber? Sou muito mais a brisa do mar, a luz da lua e o barulho das hélices.

Na manhã seguinte finalmente desembarquei em Ios, uma das tais e devo dizer, a coisa é chique mesmo, pela segunda vez em poucos dias eu teria um aposento só para mim, uma barraca de 2×2 num camping bacana. O fato de o único banheiro ficar do outro lado do camping pouco importava, papel higiênico não é muito popular por lá e convenhamos, quem precisa de água quente no calor deslumbrante de uma ilha grega? E a ilha? Ah a ilha é realmente fantástica, digo, um pedaço de terra cercado de água por todos os lados, exatamente como dizia meu professor de geografia.

Deslumbrante. E nem é tão caro assim, por 2,50 Euros da pra forrar o estomago com um Kebab sincero. Apertando legal o cinto da até pra arriscar um pulo em Santorini, uma das mais famosas “ilhas gregas” da Grécia que fica há cerca de uma hora daqui. Acho que é exatamente o que vou fazer, mas por enquanto eu vou relaxar o esqueleto na minha barraca presidencial enquanto você baba nas fotos da tal “ilha grega”, elas realmente existem e aparentemente não exigem traje passeio completo!

29 ago 2008 A periferia e o paraíso

 

Continuo minha jornada pela história mais remota da humanidade, depois de Istambul desembarco em Atenas, capital da Grécia, com a impressão de que esse vai ser um daqueles trechos memoráveis desta viagem. De fato, não precisaria muito mais que o simples fato de estar neste país que mexe com a imaginação de qualquer viajante, amante da história ou das artes, mas o fato é que aqui também vou passar pela minha primeira experiência em Couchsurfing. Pra tornar a aventura ainda mais proveitosa o meu “host” é um figura chamado Stefanos, grego por experiência, mas brasileiro de nascença e de coração que apesar de deixar as terras tupiniquins aos 11 anos jamais esqueceu a língua pela qual demonstra tanta paixão.

 

Stefanos mora numa casa pequena mais incrivelmente confortável em Salaminas, uma ilha há 15 minutos de Atenas via “ferryboat”, por muitos considerada apenas como um subúrbio da capital, mas descrita, com toda razão, como o paraíso pelo meu anfitrião. Confesso que ao descer da embarcação minha primeira impressão era de estar exatamente na periferia de uma cidade feia. A cena é composta por um porto nada atraente, alguns estabelecimentos comerciais e montanhas ao fundo, que apesar parecerem bonitas não são favorecidas pela imagem em primeiro plano. Stefanos sabia disso e sem aviso me proporciona uma das vistas mais deslumbrantes que meus olhos virgens jamais contemplaram.

- Você é um dos poucos estrangeiros que tiveram o privilégio de estar aqui – comenta com um sorriso sincero.

A grande maioria dos atenienses que já estiveram em Salaminas jamais passou do centro comercial, geralmente vão à ilha a trabalho e mal imaginam que logo atrás daquelas montanhas se escondem praias de águas claras cujas cores minhas lentes jamais seriam capaz de captar. Stefanos prefere assim e que pensem um lugar feio, os atenienses. Não passam de “malakas”, e “malakas” não merecem um lugar como esse!

 

31 jul 2008 O melhor de Cluj Napoca é…

 

Sabia que um dia isso poderia acontecer, mesmo com certa decepção em relação a Paris, ainda não tinha conhecido uma cidade que não fosse mais que um caminho entre um lugar e outro. Saindo da bela e estimulante Budapeste, não sem antes dar uma pequena volta em Balaton, desembarco na nada emocionante Cluj Napoca, que ostenta o título de segunda cidade mais importante da Romênia, capital da Transilvânia e a cidade mais antiga do país, na teoria, muito interessante.

Ainda no hostel, e aqui me permito dizer, de passagem, foi uma das melhores coisas da visita a cidade, conheci um casal que preparava suas malas. Perguntei se estavam deixando a cidade e quanto tempo eles tinham ficado. Entre olhares e risos me respondem que tinham chegado na noite anterior e que 12 horas são mais que suficientes para conhecer toda a cidade que consiste basicamente em 5 igrejas e um pequeno morro. Só isso? – pergunto já decepcionado, mas ainda esperançoso, contando com certo exagero dos meus companheiros de quarto – e os castelos, o Drácula, as construções do tempo do opa?

Saindo pelas ruas dá pra entender porque o Drácula já não anda mais por esses lados, o título de cidade mais antiga faz todo sentindo quando surgem edifícios construídos antes dos portugueses desembarcarem em terras brasileiras e restaurados pela ultima vez na época em que a família real de lá comia a nossas bananas, direto do pé. Das cinco igrejas, na verdade contei 4 que mereciam certa atenção, duas eram realmente grandiosas e deviam ser muito bonitas sem tantos tapumes em volta. Ao menos algo está sendo restaurado. Quanto ao morro, passeio obrigatório para revelar que realmente o casal lá do hostel estava exagerando, seis horas são mais que suficiente para conhecer boa parte da cidade, aquela que interessa e a que não também.

Mas é a noite, sempre a noite que tudo se revela… fechado. Com exceção dos cassinos, são dezenas, após as 10 da noite é difícil encontrar um bom lugar para encontrar pessoas, mesmo um balcão sujo de bar não é produto em abundância pelas ruas de Cluj. Volto ao hostel lembrando o casal e o viajado Ricardo Freire da qual tomo a liberdade de emprestar as palavras e adaptá-las ao contexto: o melhor de conhecer Cluj Napoca é que você nunca mais vai precisar voltar!