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06 dez 2008 Especial Pirâmides

Atendendo aos pedidos,o post de hoje é um especial Pirâmides de Giza, aquelas três famosas, exatamente. Dois vídeos lhe proporcionarão um tour virtual, mas bem real pela intensa atmosfera do local. Empolgado? Pois não deveria!

Emocionante!

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DESCRIÇÃO: Mochileiro UP trás com exclusividade um tour real, doa a quem doer, pelas Pirâmides de Giza. Prepare-se, a realidade é dura e custa caro! – Beline Cidral | Revista UP! 2008

Como ir as pirâmides e não ser abordado por um vendedor de qualquer coisa? Também não sei, segundo consta no vídeo abaixo.

Vai lá espertinho!

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DESCRIÇÃO: Beline Cidral dá uma aula prática sobre o comércio nas Pirâmides de Giza, com explicações teóricas e demonstrações práticas em situação real de perigo. – Beline Cidral | Revista UP! 2008

Ainda assim eu gosto! Vejo vocês no Quênia!

05 dez 2008 Adoro não gostar da Cairo que eu tanto gosto
 |  Categoria: Egito, Fotos, Urbano  |  Tags: , , , , , , , ,  | 505 Comentários

É incrível, mas sentir falta de Cairo é possível. Estava preparando o ultimo material dessa trip pelas terras dos faraós, vendo algumas fotos, vídeos. Boas lembranças, bons amigos, boas histórias. A viagem obviamente não se resume a capital, mas entre aventuras pelo deserto e vadiagens pela costa Cairo estava sempre lá, uma espécie de anti-descanso, uma pausa paradoxal entre uma trip e outra. A grande metrópole que eu não recomendaria como único destino no Egito nem ao meu pior inimigo não deve ser ignorada e devo dizer aos que amo, reserve algum tempo para descobrir encantos e desencantos.

Mais um dia começa em Cairo.

Mais um dia começa em Cairo.

Museu do Cairo, múmias, pirâmides e tantos outros pontos turísticos são bacana, vai lá, da uma olhada, gaste seu dinheiro e tire umas fotos (se possível). Depois desses dois cansativos dias de programação “Best Hits” reserve pelo menos outros 5 para tentar respirar um pouco do ar poluído e intenso da maior cidade da África. Ai começamos a falar de trânsito caótico, elevadores sem porta, tempo real relativo, backshees, sheesha e haxixe. Café, buzzina, vendedor. Mesquita, reza, futebol. Se perder e ouvir música. Televisão ruim, cinema bom. Frango, batata frita, kushari e pombo recheado. Casas em cima de prédios inacabados. Incha Allah, se eu dia eu voltar tudo vai estar diferente, porque Cairo é assim, muda, mas é sempre a mesma. É o global, o crescimento aliado a tradição, religião, cultura e teimosia. Daqui alguns anos estarei fumando uma sheesha suja acompanhado de um café instanteno numa mesa igualmente suja, jogada no meio da rua servidas horas depois aos berros por garçons vestidos em “Mikes”, “Gutti” e “Deisel”. No monitor de LCD de ultima geração aquele mesmo verso do Corão. Tecidos sintéticos estarão cobrindo os rostos delas e os fones do iPod. No vídeo um quase nada cobre o corpo das dançarinas do cantor favorito. No estádio Zamelek contra Chelsea, 22 brasileiros em campo. Orgulhosos, os moradores de Cairo entre um pesca e outra o farão gostar do avesso, a tal hospitalidade egípcia, ruim com ela, pior sem. As coisas não terão mudado tanto assim.

Quantos prédios tem ali?

Quantos prédios tem ali?

No que será que ele estava pensando?

No que será que ele estava pensando?

Assim é Cairo para mim, é essa a lembrança que tenho do lugar e eu gosto disso. Deixo o Egito feliz, com saudades e melhor preparado para as diferenças que ainda vou encontrar por esse mundo.

PS: E as pirâmides? Calma moçada, amanhã entra um post especial pirâmides, afinal, uma viagem ao Egito sem as pirâmides… ainda é uma viagem ao Egito, definitivamente! Ou não.

28 nov 2008 Nem sempre o caminho…

A viagem entre Cairo e Taba, na península do Sinai é uma aventura ao desconhecido e reserva mais emoções do que você realmente gostaria de ter. Quando digo viagem estou me referindo ao deslocamento noturno que encarei por 9 horas num ônibus que não aparentava dos mais seguros.

Durante os poucos momentos que me permitiram pensar tentei me dedicar a coisas amenas, mas tudo que lembrava foi de uma reportagem que tinha visto na Autoesporte.

Chefia, não rola um desses mesmo?

Chefia, não rola um desses mesmo?

Tentei solicitar a chefia importante ferramenta de trabalho, mas dentro do meu bilionário orçamento anual não estava previsto a aquisição do objeto de pouco mais de 1,3 milhões de reais. Maldita burocracia. Quem sabe essa vai pros caras do Capinaremos que mostraram neste post que também apreciam esses brinquedinhos. 

Algumas regalias...
... algumas!
… algumas!

Bom, sonhos para depois, a realidade da trip foi mais ou menos como a contada no texto que vai estar na Revista UP!  deste mês. Segue abaixo o trecho que ilustra a emocionante viagem. Amanhã segue o post sobre Haz el Sataan e depois o post de Dahab! Abraços!

more…

03 nov 2008 O mercado de Cairo

Mercado, como se sabe(?), é um conceito muito amplo e que me perdoem economistas, sociólogos e filósofos, mercado informal, mesmo que no papel, é marca registrada de Cairo. Baksheesh é uma palavra que você aprende nos primeiros momentos da viagem. Em tradução livre pode ser usado como gorjeta, ou propina. As vezes 2 libras é um lugar melhor na fila. Baksheesh - eles vão insistir. Para aqueles que não têm seu próprio comércio, e para os que tem, o extra pode representar uma boa porção da receita diária.

Se não quiser gastar seus preciosos trocados de libras egípcias é bom ficar atento e evitar que qualquer pessoa carregue sua mochila por 10 segundos, ou abara a porta do taxi. Ta certo, o que um mochileiro duro como eu ta fazendo pegando taxi? Se você dividir e souber negociar, uma corrida do Museu do Cairo até Khan El-Khalilli, cerca de 15 minutos, pode sair por 1 libra, ou 50 centavos de real.

Pelas ruas você se pergunta se entendeu a coisa sobre oferta e procura, vende-se de tudo em todos os lugares, em lojas e pequenas vendas espalhadas por uma das principais vias da capital. Welcome my friend! Where are you from? España, hola! Egyptian price! - ouve-se a passos. Deve ser por isso que o mercado em Khan El-Khalilli - é tão popular. Se é pra ter que dizer que não quer comprar, que façamos em um grande mercado, como uma espécie de reunião social onde turistas se encontram para barganhar comprar barganhar bugigangas. Fique atento a cotação local, que é flutuante, geralmente começa em 1 = 0,5. A sheesha anunciada por 100 vale na verdade 50 libras egípcias. O que representa cerca de de 20 Reias… puetz! Será que paguei muito? A pior forma de entender o sistema é quando você, carregando orgulhoso sua nova aquisição de 50 libras e decide perguntar, só por curiosidade, quanto custa o mesmo na loja seguinte. Não quero mais falar sobre isso.

Coisas pra ver, pra comprar, pra comer, beber e fumar. O mercado fica mais bonito a noite, e mais movimentado também. Na praça central você pode encostar todos os suvenires que você comprou, ou imaginar os que você não comprou e relaxar fumando sheesha (ou arguilé) enquanto espera pela sua comida que na verdade você não sabe exatamente o que é. O garçom errou seu prato, esqueceu o seu refri, gritou com você, chutou seu amigo mas no fim você se resigna e ta lá mais uma vez. Baksheesh!

Outra atração do mercadão são as figuras que circulam por ali, turistas ou locais, Khan El-Khalilli é um excelente lugar para encontrar pessoas e aprender um pouco mais sobre a cultura mercante típica do Egito. Ai em baixo segue o vídeo de um garoto dançando na “praça de alimentação” do mercadão! Vai muleque!!!!!!!!! Mas sem Baksheesh!

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É sério, não paguei pra ver, só pra filmar!

31 out 2008 Cairo, coca-cola e televisão!

Do aeroporto pro posto de gasolina, de lá para uma ponte sobre o rio Nilo e depois um passeio de cavalo pelas redondezas das famosas pirâmides (sobre isso falo depois, dos cavalos e as pirâmides). As 3 horas da manhã desembarco no aeroporto, as 9 desta mesma manhã finalmente adentro a minha nova casa, um modesto, pero confortável hostel típico de Cairo. Breakfest no problem, no problem my friend - repetia Mohamed, ou Ahmed, ou os dois. O quarto só ao meio dia, cansado.

Enquanto tento obter informações sobre os destinos pelo Egito, não me restou se não beber uma coca-cola enquanto assistia a interessante atração na tevê. Evento esportivo de grande importância, transmissão ao vivo.

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Sacou a pressão? Ping-pong nervoso, jogo eletrizante, precisava ver o terceiro set! O jogo por si só já era emocionante o suficiente, mas a narração é tão empolgante que um detalhe alheio ao evento televisionado me chamou a atenção. É impressão minha ou essa logo da Coca em árabe é meio do demo?


Medoooooooo!

Minhas elucubrações a respeito da famosa marca foram interrompidas pela excelente notícia: You have your room, no problem - eu tinha uma cama, no centro nervoso de uma cidade nervosa. Olha só a vista da janela do quarto, não sei se não gosto.

Ok, eu gosto sim,pelo menos por enquanto!
Ok, eu gosto sim,pelo menos por enquanto!

Ok, eu gosto sim,pelo menos por enquanto!