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22 abr 2009 ESPECIAL COMER – Austrália

Tive um ataque de risos ao ver a página em branco, risos de desespero. Não tenho dúvidas de que o Zeca Camargo tenha excelentes referências de paladar a suas visitas a Down Under, mas eu nunca vi um Michelin impresso, minhas referências ainda estão no insuficiente das páginas do Lonely Planet, as versões mais amplas pra não ocupar espaço e economizar dinheiro. Sempre ele. Falar em comer bem com moedas é mais amável na Turquia, África, leste europeu, Berlim, até Bélgica transforma “budget” em “cool dinner” melhor que a Austrália. Vamos ser justos, a culinária australiana para viajantes “on budget” não é exatamente uma atração.

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Citam por ai algum “aussie steak”, vinhos maravilhosos – não numa refeição de 20 dólares e acredite, com o tempo você não vai querer gastar mais que 10, mas vai se permitir gastar 50, de presente, uma recompensa a brava resistência aos mais diversos atentados gastronômicos. Nesse dia encontre um lugar agradável a beira do mar ou num ambiente bacana no centro se estiver numa cidade maior e caia matando um T-Bone de 600 gramas. Tá certo, desculpa, voltando ao esquema “20 dólares é muito” a opção é o bom e velho “popethinicfood”, no caso corra atrás de “currys” e “noodles”. O “kebabs” e “falafels” salvadores são fáceis de encontrar, mas pasmem, separem até 15 dólares pelo combo com coca/fritas enquanto o primeiro grupo exija não mais que 10 incluindo arroz. Básicamente se você ver um olhinho puxado atrás do balcão de um lugar movimentado pode entrar que vai sobrar pro sorvete da padaria.
Se você tá num praia considere o possível menu do seu hostel, algo entre cozinha tai e indiana, alguma pasta e pizza e um provável BBQ duvidoso estarão entre opções viáveis. BBQ do inglês australiano para português do Brasil é pão com linguiça preparada numa chapa aquecida a gás, o que justifica o acesso a iguaria por até 5 dólares.  Se sair da área “pega turista” está além de onde sua preguiça chega, o restaurante do seu hostel vai ser melhor que restaurantes próximos que estão de olho nos que ocupam os quartos do Resort na quadra a frente. Mas ainda mais saudável ao bolso e corpo é a cozinha do seu hostel, você vai encontrar alguma muito bem equipadas que vão tornar empolgante a missão de ir ao mercado para comprar suprimentos para a semana, ou dia. Na volta não esqueça de passar num “bottleshop” para providenciar um vinho meia boca, já que supermercados (ou qualquer outro estabelecimento que não bar ou restaurante) não vendem bebida alcoólica.

Do céu...

Do céu...

Por fim, se você não se importa em morrer cedo e sabe de cor a ordem dos ingredientes de um Wooper, bem vindo a Austrália. Além de provar com mais intensidade o popular “fish n’ chips” (prato típico???), uma rede completa de brands que ajuda a manter as elevadas estatísticas de obesidade no país está disponível na maioria das cidades, grande parte funcionando 24 horas e o melhor, por menos que 15 dólares.

19 abr 2009 Pegadinha dos 2 dólares australianos (ou 10 centavos de real)

Em 21 dias juntei sem intenção pouco mais de 70 dólares australianos em moedas, é questão de tempo para que as notas recém saídas de um ATM na Austrália se transformem em “trocados” de metal, abundantes e traiçoeiras. Levei pouco tempo para sacar que precisava de um compartimento apenas para moedas, para aquelas que não viravam gorjeta, mas demorei muito para descobrir a existência da moeda de 2 dólares australianos, abundante como moeda de 10 centavos brasileira. Embora a primeira compre quase 32 da segunda, as duas moedinhas são equivalentes em outra medida, o que justifica as generosas gorjetas que deixei sem saber.

Olhando assim parece grande!

Olhando assim parece grande!

Cara de uma... fucinho da outra!

Cara de uma... fucinho da outra!

A maquina de coca-cola sabe a diferença. Eu tentei!

17 abr 2009 Brazilian Passport Fail (ou a regra e eu exceção)

Nunca fui dos mais satisfeitos por portar um passaporte brasileiro, o trauma vem da época da minha viagem a Barcelona, exatamente quando Brasil e Espanha travavam uma batalha diplomática. Visto negado passou de exceção a regra; eu fui a exceção. Na Austrália também.

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Era 12 de fevereiro do ano passado, uma fila normal de controle de passaporte europeu que corria razoavelmente, era um dos últimos e não atrasei o restante, tive de responder a tantas perguntas, repetidas tantas vezes que a quantidade de papeis que tive de mostrar não chegou a irritar tanto. A irritação foi gradualmente sendo substituída por ansiedade, sentado em um banco no saguão com outros quatro brasileiros por cerca de uma hora e depois para uma viatura cuja acomodação oferecida pode ser chamada de receptáculo, ou ainda, carceragem móvel. Perguntei se estava sendo detido e a resposta um procedimento padrão, abriram o “porta-malas” em frente a outro portão e mais um chá de cadeira. Da irritação para a calma. Todas as perguntas respondidas exatamente da mesma forma cada vez que era repetida, papeis, exemplares da revista, dinheiro, cartão de crédito, reservas. Não sei dizer exatamente quais os motivos, mas eu virei a exceção.
O meu visto para a Austrália foi tirado as pressas, mas os caras da West 1 me indicarão o caminho urgente das pedras, uma tanto de respostas e papeis, um despachante sério e rápido e em cinco dias meu visto de negócios para 3 meses a partir da ultima entrada estava pronto. Fácil, rápido e indolor, exceto pelo bolso, embora mais barato que um visto para os EUA. Nenhuma surpresa, até o guichê de imigração do aeroporto de Sidnei. Passaporte, o agente da aquela olhada tipo “seu cartão de débito não passou” e novamente uma sequência de respostas e papeis. O cara tinha que admitir que eu estava ali em missão de paz, por tempo determinado e a única coisa que eu queria era ter o direito de curtir as praias dignas de tal ato de seu país. Passei, o primeiro foi. Nem 10 passos a frente e em uma abordagem lateral, ombro a ombro outro ser de uniforme me aborda – calma lá. Eu tirei o visto no Brasil, tinha dinheiro passei pelo controle de passaporte,  nunca estive tão regular num páis, incluindo o meu, como estive em solo Australiano, até seguro saúde “plusadvancedgoldmastersport” eu tinha e o cara vem me parar? Passaporte,respostas e papeis, finalmente, o segundo foi.
A Austrália é um país meio alérgico, numa espécie de T.O.C governamental, todos que chegam a Austrália podem ser submetidos a uma inspeção sanitária, para detectar a importação não espontânea ou não de seres indesejados, tipo uma imigração de bichos e bichinhos. Na fila eu observava, passaporte vermelho pra lá, olhos puxados pra cá, loiro pra lá, Alá pra cá, Beline pra lá – eu era a exceção.

03 abr 2009 Especial Hostels - Austrália

Eis que você está na Austrália, o que você precisa agora é encontrar um lugar para dormir. A verdade é que se você já está na Austrália já deveria ter a reserva dos próximos 2 ou 3 dias. Se você ta lendo isso agora (verão?) do quiosque de internet grátis do aeroporto internacional de Sydney você ta com um problema em potencial, se isso aqui não resolver corre para a Kingscross agora e reza por uma cama que você possa pagar.

Austrália fact #1: Não é o hostel que não é bom o suficiente, é o país que é caro.  Austrália fact #2: Não é que são poucos leitos, é que todo mundo teve a mesma idéia que você. Aprendemos então que existe uma relação entre “bookar” com antecedência e quarto bom por preço justo. Essa regra na verdade se aplica a qualquer rede de hotelaria de qualquer lugar do mundo, em linhas gerais, mas a costa leste da Austrália não pode ser ignorada do ranking de países mais visitados por mochileiros. Em resumo, não vacila que sua saúde ou seu cartão de crédito podem estar em perigo.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Mas digamos que você possa escolher. Existem basicamente 4 opções de hostel entre Sydney e Cairns, YHA, Koalas, Beach Backpackers e os outros. Com exceção de Cairns, Brisben e a própria Sydney, as quatro “bandeiras” citadas acima são responsáveis pela fama “rock n’ roll” do roteiro. Com preços que variam de 25 a 35 dólares australianos por uma cama em dormitório, oferecem basicamente as mesmas facilidades e o mesmo ambiente impessoal. Tudo para suas “day-trips”, DVDs, internet (cerca de A$ 4/h), piscina, churrascos (tradução perigosa do termo “barbecue” encontrado nos murais de avisos ) e “atividades” em geral. Os dormitórios, na maioria mista, têm de 4 a 10 camas, geralmente em beliche e banheiros coletivos por andar ou setor. Por aproximadamente o dobro, por pessoa, é possível um quarto com banheiro. De qualquer forma as condições de limpeza e “layout” da cena costumam ser razoáveis, mas é claro que mostrar seu quarto pra “gatinha” não vai impressioná-la. Não positivamente. A opção “outros” vai de resorts com preços obscenos a pequenos “guesthouses” operados por imigrantes da Ásia. Se comunicar com a recepcionista neste ultimo caso vai exigir mais das suas habilidades em mímica do que do seu inglês fluente, não que o “OZ accent” das recepções dos “funky hostels” seja dos mais fáceis. G’it mate?

Piscina, mais regra do que exceção.

Piscina, mais regra do que exceção.

Por incrível que pareça dormir é sim uma opção nos hostels mais hypes, e pode ser feito no horário convencional, a maioria dos hospedes preferem fazer isso pela manhã ou pela tarde por opção mesmo, a maioria dos lugares tem recepção 24 horas, ou pelo menos acesso livre a qualquer horário. Mas assim como tudo na Austrália, é preciso ficar atento a regras, normas, leis, recomendações e procedimentos, elas variam de um hostel para o outro e podem causar bastante confusão,mesmo entre hostels da mesma rede. Basicamente fique atento a horários, de check-in e check-out, piscina, recepção, cozinha e internet. O que você pode fazer ou não, o que você pode beber e onde. Regras estranhas encontradas incluem “não beber vinho de caixa”, “não alugar prancha de surf entre 9:45 e 10:30 da manhã” e finalmente “não colocar bolsas azuis ou verdes na geladeira”. Regras gerais incluem de 5 a 10 dólares de depósito por chave, a entrega da chave e da roupa de cama usada na recepção do check-out e, quase sempre, não consumir bebidas alcoólicas em certas dependências que, geralmente, não possuem qualquer lógica espacial conhecida pelas ciências modernas.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Ao descer dos ônibus ou trens nas principais cidades do roteiro você vai encontrar pessoas com placas dos principais hostels. Se o seu estiver ali é só embarcar na van e seguir até a recepção, provavelmente um copo de suco e um pedaço de bolo será servido, como cortesia, enquanto você espera para fazer o check-in, ou o momento para dar no pé e ir para o hostel ao lado que é mais barato. Mas antes se certifique que existe realmente um outro hostel ao lado. Além de traslado e lanchinho grátis, a maioria dos hostels vai ser capaz de realizar pequenas tarefas como marcar um voo ou emitir um bilhete de Grey Hound e sugerir, ou até mesmo lhe vender pacotes para “day-trips” na região. Existe, claro, uma comissão, que você pagaria provavelmente em outra agência, mas que pode te comprar tempo pra passar na praia.

Um oferecimento... RÁ!

Um oferecimento... RÁ!

Por ultimo,se você está indo a Austrália para viver intensamente o clima Down Under de badalação,esportes aquáticos, azaração e festa, eleve a importância do quesito hospedagem, acredite, o seu hostel vai ser peça chave na sua experiência. Se você não procura nada disso, e não quer gastar mais que 25 dólares por noite… bem-lembre de pedir um quarto no fim do corredor, se é que você vai poder escolher.

Resolver pela web

HOSTELWORLD – Encontrar e reservar um hostel
YHA AUSTRALIA – O hostel que eu fiquei
KOALA
– Um hostel que eu ficaria
XE.COM – Converter A$ em R$

01 abr 2009 Este post não foi pago. O próximo também.

O buzz entorno do episódio @marcelotas já passou, mas ainda rendeposts e twittes por ai e o debate sobre a questão do post pago e seus correlatos segue apimentada. Para quem ainda não sabe, esse trecho da Austrália faz parte de uma etapa especial da viagem, o roteiro foi uma sugestão da equipe da West 1 que, junto com a Revista Up!, patrocinou os custos da viagem, meus e do sortudo (ou competente?) Davi . Como se não basta-se a YHA Australia, uma grande rede mundial de hostels ofereceu todas as diárias entre seus hostels que cobriam o roteiro, ou seja, todas as cidades. No último minuto a ISIS aparece com um seguro saúde e de bagagem durante a minha estadia pela Down Under.

Tudo isso, claro, não surgiu do nada, não pelos meus fictícios “belos olhos”. É parte de uma parceria entre as empresas e a Revista Up e as empresas envolvidas para patrocínio da veiculação do conteúdo que produzo. Bom para mim e para a revista já que gastamos muito menos para produzir conteúdo, bom para o leitor que vai ter acesso a informação sobre uma boa parte da Austrália, bom para a West 1, YHA e ISIS que gastaram suas verbas numa forma de comunicação inteligente. Eu chego em algum lugar da forma e com a estrutura que meu dinheiro permite. O que me faz decidir entre um hostel e outro é basicamente se eu posso ou não pagar por ele, entre outras coisas, mas com muito peso. Se me oferecem vôos, todos os hostels e seguro saúde na faixa, porque não aceitar? Porque envolve publicidade? Ai está a chave, este é um blog de viagem, que pública informações para viajantes, além de outras coisas.

Não tenho opinião sobre hostels que eu não fui, por motivos óbvios, quando escrevo sobre hospedagem me baseio no que eu vejo de opção e na experiência nos hostel em que fico. O mesmo com basicamente todos os serviços de que me utilizo durante a viagem. O seguro saúde não usei, afinal, é pra isso que a gente compra, pra nunca ter que usar. Mas parecia ser certinho, conjunto com a Unibanco, tinha até cobertura para esportes. Mas os hostel eu usei. E com gosto, são bacanas, muito bem estruturados com tudas as facilidades que você possa imaginar. Se a YHA já sabia disso e me ofereceu justamente porque sabia que eu ia gostar, sorte deles, já falei e mal de muita cama por aqui. Também já falei muito (bem e/ou mal) de outras empresas sem receber um tostão.

O blogémeu, faloo que eu quero.

O blog é meu, falo o que eu quero.

Ou seja, a viagem foi patrocinada, esse post não, nem qualquer outro. Eu escreveria sobre o hostel com ou sem patrocínio, no lugar da YHA estaria outro hostel qualquer e eu daria minha opinião de qualquer forma. Todo esse meu “mimimi” justamente porque amanhã tem Especial Hospedagem – Austrália, e não quero nenhuma manifestação anti-capitalista desavisada nos comentários de lá. Mas aqui eu quero!

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