Continuo minha jornada pela história mais remota da humanidade, depois de Istambul desembarco em Atenas, capital da Grécia, com a impressão de que esse vai ser um daqueles trechos memoráveis desta viagem. De fato, não precisaria muito mais que o simples fato de estar neste país que mexe com a imaginação de qualquer viajante, amante da história ou das artes, mas o fato é que aqui também vou passar pela minha primeira experiência em Couchsurfing. Pra tornar a aventura ainda mais proveitosa o meu “host” é um figura chamado Stefanos, grego por experiência, mas brasileiro de nascença e de coração que apesar de deixar as terras tupiniquins aos 11 anos jamais esqueceu a língua pela qual demonstra tanta paixão.

Stefanos mora numa casa pequena mais incrivelmente confortável em Salaminas, uma ilha há 15 minutos de Atenas via “ferryboat”, por muitos considerada apenas como um subúrbio da capital, mas descrita, com toda razão, como o paraíso pelo meu anfitrião. Confesso que ao descer da embarcação minha primeira impressão era de estar exatamente na periferia de uma cidade feia. A cena é composta por um porto nada atraente, alguns estabelecimentos comerciais e montanhas ao fundo, que apesar parecerem bonitas não são favorecidas pela imagem em primeiro plano. Stefanos sabia disso e sem aviso me proporciona uma das vistas mais deslumbrantes que meus olhos virgens jamais contemplaram.
- Você é um dos poucos estrangeiros que tiveram o privilégio de estar aqui – comenta com um sorriso sincero.
A grande maioria dos atenienses que já estiveram em Salaminas jamais passou do centro comercial, geralmente vão à ilha a trabalho e mal imaginam que logo atrás daquelas montanhas se escondem praias de águas claras cujas cores minhas lentes jamais seriam capaz de captar. Stefanos prefere assim e que pensem um lugar feio, os atenienses. Não passam de “malakas”, e “malakas” não merecem um lugar como esse!












