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31 jul 2008 O melhor de Cluj Napoca é…

 

Sabia que um dia isso poderia acontecer, mesmo com certa decepção em relação a Paris, ainda não tinha conhecido uma cidade que não fosse mais que um caminho entre um lugar e outro. Saindo da bela e estimulante Budapeste, não sem antes dar uma pequena volta em Balaton, desembarco na nada emocionante Cluj Napoca, que ostenta o título de segunda cidade mais importante da Romênia, capital da Transilvânia e a cidade mais antiga do país, na teoria, muito interessante.

Ainda no hostel, e aqui me permito dizer, de passagem, foi uma das melhores coisas da visita a cidade, conheci um casal que preparava suas malas. Perguntei se estavam deixando a cidade e quanto tempo eles tinham ficado. Entre olhares e risos me respondem que tinham chegado na noite anterior e que 12 horas são mais que suficientes para conhecer toda a cidade que consiste basicamente em 5 igrejas e um pequeno morro. Só isso? – pergunto já decepcionado, mas ainda esperançoso, contando com certo exagero dos meus companheiros de quarto – e os castelos, o Drácula, as construções do tempo do opa?

Saindo pelas ruas dá pra entender porque o Drácula já não anda mais por esses lados, o título de cidade mais antiga faz todo sentindo quando surgem edifícios construídos antes dos portugueses desembarcarem em terras brasileiras e restaurados pela ultima vez na época em que a família real de lá comia a nossas bananas, direto do pé. Das cinco igrejas, na verdade contei 4 que mereciam certa atenção, duas eram realmente grandiosas e deviam ser muito bonitas sem tantos tapumes em volta. Ao menos algo está sendo restaurado. Quanto ao morro, passeio obrigatório para revelar que realmente o casal lá do hostel estava exagerando, seis horas são mais que suficiente para conhecer boa parte da cidade, aquela que interessa e a que não também.

Mas é a noite, sempre a noite que tudo se revela… fechado. Com exceção dos cassinos, são dezenas, após as 10 da noite é difícil encontrar um bom lugar para encontrar pessoas, mesmo um balcão sujo de bar não é produto em abundância pelas ruas de Cluj. Volto ao hostel lembrando o casal e o viajado Ricardo Freire da qual tomo a liberdade de emprestar as palavras e adaptá-las ao contexto: o melhor de conhecer Cluj Napoca é que você nunca mais vai precisar voltar!

 

23 jul 2008 Quase igual as nossas!

 

 

É verão na Europa e sim, de certa forma me dei bem, duas estações de sol no mesmo ano, o que mais eu poderia querer? Praia, lógico! Já estava de mala pronta, rumo a outro país, mas depois de uma semana de sol escaldante me pareceu agradável a idéia de dar um ou dois pulinhos por uma das praias que compõe o complexo de veraneio húngaro, pela profissão, que fique claro. Basta um dia de sol, ou um fim de semana sem ele para as estações de trem de Budapeste lotarem, milhares de pessoas, todos com destino a Balaton, a cerca de duas horas partindo de trem da capital.

Areia branca, ou grama verde em algumas partes, água fresca, guarda sol, crianças e seus castelos, muito sol e tudo mais que uma praia tem direito, a diversão é garantida. O clima é aquele mesmo que encontramos nos balneários brasileiros, chinelos, pouca roupa, pessoas felizes andando despreocupadas pelas ruas como se o tempo não existisse mais e de fato tempo aqui é bem relativo, o sol nasce as 4 e meia da manhã e só vai dizer adeus por volta das 9 da noite, uma benção de São Pedro que parece ser muito mais benevolente do lado de cá.

Não há ondas por aqui, é verdade, mas as pranchas também estão presentes, no caso as de “windsurf” já que o vento favorece os velejadores que invadem o espaço também com pequenas embarcações. Aqueles que não têm intimidade com o timão podem se divertir com dezenas de pedalinhos disponíveis para locação por um precinho bem camarada, alguns deles contam até com uma espécie de escorredor embutido. Também não falta espaço para uma partida de futevôlei ou futebol na areia, aliás, para os esportistas de plantão as opções incluem ainda quadras de tênis e até um cesta de basquete dentro da água.

Não há muita diferença entre as praias daqui e as do Brasil, exceto pela falta de água de coco e pelo tamanho dos biquínis, em geral, um pouco maiores, embora o famoso corte brasileiro também possa ser visto por esses lados. Uma outra curiosidade é que além do típico guarda-sol, uma espécie de meia barraca é bem popular além de muito eficiente na missão de proteger do sol também serve para reunir com segurança os pertences dos banhistas.

Gostou do cenário? De longe ninguém desconfia, mas da uma olhada no mapa e você vai perceber que a Hungria não tem litoral. Pois é, se eu não soubesse que Balaton na verdade é um imenso lago, o maior da Europa, eu certamente nem iria notar a diferença!

 

 

 

13 jul 2008 Graficuzinhos de viagem!
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Pra quem não sabe e justificando a baixa frequência de postagens, o Blog do Beline vai mudar em breve, mas falo disso depois. Época de mudanças também é momento para analises, rever o que foi feito até então. Pensando nisso vou aproveitar os últimos dias de vida do blog atual para fazer um feedback da viagem, uma forma de continuar postando e uma desculpa para publicar qualquer besteira. Para abrir com chave de ouro, resolvi postar alguns dados importantes que recolhi durante este mais de um ano de viagem pelo mundo. Desculpem a falta de acentos nos gráficos, eles foram feitos neste site que não reconhece acentos.