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13 ago 2009 ESPECIAL MOVER – Tailândia

Então você opta, ou resigna-se, e a Tailândia vira seu destino. Ah, a Tailândia, não cansarei de repetir até voltar, quando declamarei novamente. Ah, a Tailândia. Ela é assim pra quem foi, pra quem quer ir o “Ah” pode ser substituído por “Puetz!” ou qualquer expressão de quebra do fluxo de prazer. Pra ser mais claro, R$ 3.100. Um ida e volta direto entre Guarulhos e Don Muang de Bangkok, pela British em 3 semanas de um conveniente Novembro deste ano. Mas calma pequeno gafanhoto, isso com poucos cliques naquele site de passagens. Se você gosta da brincadeira, em minutos ou horas de cliques é possível chegar num São Paulo – Dubai – Cingapura – Phuket por R$ 2.600, quase nas mesmas condições da anterior. Para resolver a equação use esse, esse, esse e este aqui. Eu avisei.

Quanto mais perto da Tailândia você estiver, mas fácil fica chegar, de avião, principalmente. Tenha o prazer, ou não, de conhecer a Air Asia e seus irmãos ching ling, mas não se engane, estamos falando ainda de Singapure e Quantas. Agora pode se enganar! Um trecho Tóquio – Cingapura por R$ 600 reais é possível, com horas de prática a Ásia fica pequena.

Voltamos a Tailândia, passaporte brasileiro, CARTEIRA DE VACINA, um sorriso daquela moça simpática e um visto de 90 dias. Se estiver em Bangkok ou Phuket (onde mais?) uma boa opção de ônibus executivos podem te levar, por cerca de 5 dólares, ao centro e as principais malhas de hotéis da cidade. Daí para frente se movimentar pela Tailândia é tarefa fácil. Da dor ao prático, um acento com inclinação de 90o na terceira classe de um trem ventilado a janela, cruzara de Chiang Mai a Bangkok ou a capital a Phuket por cerca de 15 reais. Um vôo pode sair por R$ 30. Se você ta na turma do menos trabalho, mais conforto, menos dinheiro, mais festa, experimente os ônibus executivos (leito ultra super VIP extreme cheap cheap) que servem as mais badaladas “thai routes”. Só a galera! Morô? . Não faço idéia de como é dirigir numa estrada tailandesa, mas por interpretação visual, sugiro evitar se houver dúvida.

Dos grandes centros para as praias, com o tempo, a passagem natural é dos taxis para as motos ou bicicletas. Em Bangkok os taxis serão desnecessários, entre monotrilhos, ônibus, barcos e tuc-tucs, serão certamente a ultima opção. Entre as alternativas, os triciclos motorizados e cobertos (tuctuc), merecem atenção especial. Estão disponíveis em todos os lugares e são oferecidos, por vezes, a preços irrecusáveis, o destino, só o motorista sabe e certamente tem relação com comissão, sempre conhecem um restaurante, aquela loja especial, um show muito bom. Ping-pong, tuc-tuc! Ainda assim confie nos ônibus ou seus correlatos (caminhonetes, caminhões, jipes e vans). Se os locais usam, pode ir que é seguro e barato.

A medida em que vai se afastando dos grandes centros e se familiarizando a maneira de se locomover na Tailândia, considere alugar uma moto ou uma bicicleta. Uma pequena moto com cambio automático é seu por cerca de R$ 10 reais ao dia, com mais R$ 8 o tanque está cheio e o sol forte é o limite, vá até a praia mais longe que sua razão permitir, mas vai tranquilo pra não entrar nas estatísticas de acidentes envolvendo motos, animais, gringos, tailandesas vestidas de forma indiscreta e locais.

Tem mais fotos sobre o tema no flickr.

27 jul 2009 Como perder uma volta ao mundo

A verdade é que eu cansei de levar bronca, sei que mereço cada uma delas, mas cansei da minha própria burrice. Meus amigos perguntam, o que você vai fazer com as suas milhas? Milhas, que milhas? Acreditem, eu não tenho milhas, ao menos as companhias aéreas não sabem disso, porque elas simplesmente não sabem que eu existo. É triste, mas considerando apenas os trechos dos últimos 6 meses, teria pontos para aceitar o convite de uma amiga e ir a New York em novembro para umas férias. Se incluísse nessa conta o cartão de crédito poderia, ainda, levar alguém comigo.

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Quem me levou, não apenas a escrever este post, mas finalmente a me inscrever em todos os programas de milhagens que existem no planeta foi outro amigo que viaja com regularidade de Curitiba a São Paulo, não mais que 1000 quilometros por semana e já começou a transformar seus pontinhos em finais de semana agradáveis. Não saberia responder agora qual a melhor maneira de utilizar e administrar os pontos, mas aprendi que é necessário atenção sob pena sofrer de depressão pós milhagens perdidas. E devo dizer, perder milhas é mais fácil do que parece. Seguem algumas dicas:
1.    Não de atenção as ofertas do site da sua Cia aérea ou as correspondências do seu cartão de crédito, programas de fidelidade são para os fracos, afinal, quase todos mudam de cartão mensalmente e no Brasil temos centenas de Cia aéreas que não tem programas de milhagens;
2.    Aquele papel que vem na xícara do café, dentro do avião, que te cadastra em um programa de milhagem assim que preenchido e entregue não serve para nada, além de dar muito trabalho pegar uma caneta;
3.    Ignore a pessoa ao seu lado que acabou de ganhar um upgrade por conta de suas milhagens. Não, ela não trocou, mas é membro de um plano de fidelidade e mereceu a prioridade para solucionar um overbooking.
4.    Assim que perceber a burrice que fez pela primeira vez, apenas lamente e planeje o que poderia ser feito com todas aquelas milhas esquecidas, elas nunca mais serão recuperadas;
5.    Repita os passos 1 a 4 até não mais poder conviver com isso, escreva um post e faça seu cadastro num plano de milhagens, daqui um ano você também vai escrever um post, mas sobre as férias em New York!

07 jul 2009 Viajar conectado
 |  Categoria: Coisa útil, Mais, Urbano  |  Tags: , , , , ,  | 4.982 Comentários

Viajar e trabalhar ao mesmo tempo foram, provavelmente, uma das melhores coisas que poderia ter acontecido na minha vida, ficava cada vez mais difícil argumentar contra a tese do “melhor emprego do mundo”. A verdade é que sempre achei justo o título figurativo, mas com devidas ressalvas, numa espécie de tentativa de sair do meu senso comum ou ainda, de glorificar qualquer esforço que por ventura possa ter aparecido, ainda que eu tentasse evitar-los. Os esforços.

Encontrei uma amiga que há muitos anos não via, falava, claro, da viagem. Entre xingamentos e olhares  saudáveis,  mas não menos ameaçadores, sou confrontado novamente com a tese supracitada. Mas cansa, uma hora cansa – retrucava a ela. Não, não cansa, não a ponto de cansar propriamente – retrucava, a mim mesmo. Mas os problemas existem, e para quem, por dinheiro e/ou alma, registrar e comunicar com o mundo é uma necessidade, a tarefa pode ficar, se não mais prazerosa, um tanto menos sofrida.

Entre os debates sobre wi-fi em hotéis que acompanho no Viaje na Viagem, a verdade é que pagando, diretamente ou não, conectar seu laptop enquanto viaja não é a coisa mais impossível. Para os que contam moedas (graúdas) ou fazem questão de ficar em hostels de butique, conexão wi-fi já pode ser encarado como commodity, com um pouco de pesquisa as opções “free of charge” aparecem. Estou falando, não tão obviamente, dos grandes centros, urbanos e turísticos. Não podemos esquecer que haverá quase sempre aquele Starbucks ou correlato oferecendo um quebra galho honesto.

Não da pra deixar de falar das experiências glorificantes de Barcelona, Nairobi ou Kuala Lumpur, onde conectar via wi-fi é uma questão de escolha, na ultima cidade, o serviço é legal, regular, honesto, oferecido pela prefeitura, tudo o que você precisa é um número de celular (de qualquer pais) para fazer um cadastro que lhe dará direito a 500MB free por mês (ou número!) em muitos pontos da cidade, o centro é um território praticamente sem sombras.

Mas não é por ai que seu celular perde a utilidade, por experiência digo que conectar fora dos grandes centros vai depender bastante do seu celular, ou de um modem 3G. Muitos países oferecem modens 3G em plano pré pago, mas nada bate a praticidade e economia de um bom smartphone desbloqueado. Com recurso wi-fi ele assume status de parte do corpo e com algum descuido vai tomar lugar de muita coisa na mochila, ao menos na mochila de ataque. Melhor perder um celular de 400 reias na lama que um laptop, uma filmadora e uma câmera fotográfica. Alguns vão argumentar que um smartphone no deserto não resolve o problema de conexão. É uma verdade parcial. Enquanto as cobertura 3G e a abundancia de redes wi-fi nos grandes centros dos países desenvolvidos faz o bit torrent rodando a toda no seu laptop ser algo possível numa viagem, nos países em desenvolvimento a viabilidade se mostra nas ruas. Citando um amigo egípcio: estamos (os egípcios) no império Coca-Cola, carros japonês e Nokia.

A cena do beduíno num carroça de jegue falando num celular com TV embutida não me chocava,   e quanto mais ao sul e ao oriente eu ficava, mais os celulares “faz tudo” eram presentes. Não me esqueço que a conexão ainda seria um problema e ai vem a grata surpresa: em alguns minutos seu celular recebe um SIM card local e seu saldo de recarga pode ser utilizado com pacotes de dados que, bem, er… funcionam. Lembro de ter carregado 10 dólares em Nairobi e sair do Quênia um mês depois tentando baixar o máximo de inutilidades possível via 3G para não “perder o investimento”. Devo ter cruzado a fronteira com mais de 3 dólares de saldo. Confesso que não cheguei a fração exata, mas uma moeda de 1 centavo de dólar baixa um aplicativo em muitos lugares do mundo. Não vou citar SIM card a 1 dólar, ou a própria chance de adquirir um smartphone honesto a menos de 100 dólares para não desdenhar de meu país, mas a verdade é que via wi-fi ou 3G, se conectar com o mundo tem se revelado a cada dia uma tarefa menos mais menos tensa.

Quem falou em velocidade?

20 mai 2009 Quanto custa a cerveja em diferentes países pelo mundo

Quem viaja muito, principalmente para fora do Brasil sabe que alguns sites e blogs são muito importantes, difícil sair de casa sem dar uma checada no SkyScanner, Hostelworld, Clima Tempo, XE.com e Viaje na Viagem, para citar apenas alguns indispensáveis. Acabo de descobrir um outro site que com certeza vai entrar para a pasta de favoritos de muito viajante que conheci por esse mundo e que conheço no Brasil: o Pintprice. O site, simples e funcional tem o objetivo de cotar, de forma colaborativa o preço de uma “pint” em diversos países do mundo. Uma “pint” é como os Europeus chamam um caneco ou taça com 500 ml de cerveja, muito popular da França pra cima.

A ferramenta, pela sua funcionalidade e relevância mundial é fantástica, mas como qualquer outra baseada em dados estatísticos, tem suas falhas. Não só pelas variações regionais, mas também pelo fato de, no Brasil por exemplo, a garrafa de 600ml ou a lata serem muito mais populares e mais baratas, afinal, não é em qualquer buteco que você vai encontrar “pint” no Brasil, assim como em vários lugares do mundo. Ainda assim, esse valor representa uma média entre regiões e consumidores. Se tivéssemos 3 listas com preços de cerveja, feitas por mim, pelo Riq e pelo Zeca Camargo, teríamos 3 listas diferentes, isso porque provavelmente frequentamos ambientes diferentes quando viajamos, e pagamos preços diferentes. Digo isso porque o site é Europeu, e os turistas Europeus, mesmo os “backpackers” mais “hard-core” tem um poder aquisitivo muito maior e podem ou não se importam em pagar mais por uma “pint” num pub do que numa garrafa de boteco. Pensando nisso, resolvi resgatar as minhas matérias e posts antigos, consultei uns amigos e fiz uma tabela paralela, com os valores comuns de cerveja pelo mundo, assumindo que você vai beber no recipiente que for mais conveniente (barato, fácil de conseguir, ambiente e conjuntura), ou seja,não necessariamente uma “pint”. Novamente, essa minha tabela, como qualquer outra pode e provavelmente não represente a realidade, mas já da pra ter uma noção de que beber na França e na Austrália é uma facada que dói. Como dói.

Explanações, técnicas: 1. Os recepiente populares foram eleitos no que imagino ser o mais acessível a um turista brasileiro em cada lugar.É normal que você gaste mais tempo procurando um preço justo na Austrália enquanto na Republica Checa você compraria no primeiro Pub pomposo que encontrar. 2. Os preços são para consumo em balada ou bar, pra poder existir uma correspondência com o preço por ”pint”, que obviamente não existe no mercado ou posto de gasolina. 3. As conversões foram baseadas na cotação segundo o XE.com hoje.   Os países listados são aqueles em que eu efetivamente tomei cerveja e lembro ou pude consultar o preço médio. 4. Se eu lembrar de mais algum detalhe importante eu faço um update.

Vamos aos números!

 

 

O que zoa é converter pro Real...

O que zoa é converter pro Real...

Para ampliar a tabela clique na imagem ou aqui.

Conclusão: apostar caixa de cerveja na França não rola!

22 abr 2009 ESPECIAL COMER – Austrália

Tive um ataque de risos ao ver a página em branco, risos de desespero. Não tenho dúvidas de que o Zeca Camargo tenha excelentes referências de paladar a suas visitas a Down Under, mas eu nunca vi um Michelin impresso, minhas referências ainda estão no insuficiente das páginas do Lonely Planet, as versões mais amplas pra não ocupar espaço e economizar dinheiro. Sempre ele. Falar em comer bem com moedas é mais amável na Turquia, África, leste europeu, Berlim, até Bélgica transforma “budget” em “cool dinner” melhor que a Austrália. Vamos ser justos, a culinária australiana para viajantes “on budget” não é exatamente uma atração.

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Citam por ai algum “aussie steak”, vinhos maravilhosos – não numa refeição de 20 dólares e acredite, com o tempo você não vai querer gastar mais que 10, mas vai se permitir gastar 50, de presente, uma recompensa a brava resistência aos mais diversos atentados gastronômicos. Nesse dia encontre um lugar agradável a beira do mar ou num ambiente bacana no centro se estiver numa cidade maior e caia matando um T-Bone de 600 gramas. Tá certo, desculpa, voltando ao esquema “20 dólares é muito” a opção é o bom e velho “popethinicfood”, no caso corra atrás de “currys” e “noodles”. O “kebabs” e “falafels” salvadores são fáceis de encontrar, mas pasmem, separem até 15 dólares pelo combo com coca/fritas enquanto o primeiro grupo exija não mais que 10 incluindo arroz. Básicamente se você ver um olhinho puxado atrás do balcão de um lugar movimentado pode entrar que vai sobrar pro sorvete da padaria.
Se você tá num praia considere o possível menu do seu hostel, algo entre cozinha tai e indiana, alguma pasta e pizza e um provável BBQ duvidoso estarão entre opções viáveis. BBQ do inglês australiano para português do Brasil é pão com linguiça preparada numa chapa aquecida a gás, o que justifica o acesso a iguaria por até 5 dólares.  Se sair da área “pega turista” está além de onde sua preguiça chega, o restaurante do seu hostel vai ser melhor que restaurantes próximos que estão de olho nos que ocupam os quartos do Resort na quadra a frente. Mas ainda mais saudável ao bolso e corpo é a cozinha do seu hostel, você vai encontrar alguma muito bem equipadas que vão tornar empolgante a missão de ir ao mercado para comprar suprimentos para a semana, ou dia. Na volta não esqueça de passar num “bottleshop” para providenciar um vinho meia boca, já que supermercados (ou qualquer outro estabelecimento que não bar ou restaurante) não vendem bebida alcoólica.

Do céu...

Do céu...

Por fim, se você não se importa em morrer cedo e sabe de cor a ordem dos ingredientes de um Wooper, bem vindo a Austrália. Além de provar com mais intensidade o popular “fish n’ chips” (prato típico???), uma rede completa de brands que ajuda a manter as elevadas estatísticas de obesidade no país está disponível na maioria das cidades, grande parte funcionando 24 horas e o melhor, por menos que 15 dólares.

19 abr 2009 Pegadinha dos 2 dólares australianos (ou 10 centavos de real)

Em 21 dias juntei sem intenção pouco mais de 70 dólares australianos em moedas, é questão de tempo para que as notas recém saídas de um ATM na Austrália se transformem em “trocados” de metal, abundantes e traiçoeiras. Levei pouco tempo para sacar que precisava de um compartimento apenas para moedas, para aquelas que não viravam gorjeta, mas demorei muito para descobrir a existência da moeda de 2 dólares australianos, abundante como moeda de 10 centavos brasileira. Embora a primeira compre quase 32 da segunda, as duas moedinhas são equivalentes em outra medida, o que justifica as generosas gorjetas que deixei sem saber.

Olhando assim parece grande!

Olhando assim parece grande!

Cara de uma... fucinho da outra!

Cara de uma... fucinho da outra!

A maquina de coca-cola sabe a diferença. Eu tentei!

17 abr 2009 Brazilian Passport Fail (ou a regra e eu exceção)

Nunca fui dos mais satisfeitos por portar um passaporte brasileiro, o trauma vem da época da minha viagem a Barcelona, exatamente quando Brasil e Espanha travavam uma batalha diplomática. Visto negado passou de exceção a regra; eu fui a exceção. Na Austrália também.

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Era 12 de fevereiro do ano passado, uma fila normal de controle de passaporte europeu que corria razoavelmente, era um dos últimos e não atrasei o restante, tive de responder a tantas perguntas, repetidas tantas vezes que a quantidade de papeis que tive de mostrar não chegou a irritar tanto. A irritação foi gradualmente sendo substituída por ansiedade, sentado em um banco no saguão com outros quatro brasileiros por cerca de uma hora e depois para uma viatura cuja acomodação oferecida pode ser chamada de receptáculo, ou ainda, carceragem móvel. Perguntei se estava sendo detido e a resposta um procedimento padrão, abriram o “porta-malas” em frente a outro portão e mais um chá de cadeira. Da irritação para a calma. Todas as perguntas respondidas exatamente da mesma forma cada vez que era repetida, papeis, exemplares da revista, dinheiro, cartão de crédito, reservas. Não sei dizer exatamente quais os motivos, mas eu virei a exceção.
O meu visto para a Austrália foi tirado as pressas, mas os caras da West 1 me indicarão o caminho urgente das pedras, uma tanto de respostas e papeis, um despachante sério e rápido e em cinco dias meu visto de negócios para 3 meses a partir da ultima entrada estava pronto. Fácil, rápido e indolor, exceto pelo bolso, embora mais barato que um visto para os EUA. Nenhuma surpresa, até o guichê de imigração do aeroporto de Sidnei. Passaporte, o agente da aquela olhada tipo “seu cartão de débito não passou” e novamente uma sequência de respostas e papeis. O cara tinha que admitir que eu estava ali em missão de paz, por tempo determinado e a única coisa que eu queria era ter o direito de curtir as praias dignas de tal ato de seu país. Passei, o primeiro foi. Nem 10 passos a frente e em uma abordagem lateral, ombro a ombro outro ser de uniforme me aborda – calma lá. Eu tirei o visto no Brasil, tinha dinheiro passei pelo controle de passaporte,  nunca estive tão regular num páis, incluindo o meu, como estive em solo Australiano, até seguro saúde “plusadvancedgoldmastersport” eu tinha e o cara vem me parar? Passaporte,respostas e papeis, finalmente, o segundo foi.
A Austrália é um país meio alérgico, numa espécie de T.O.C governamental, todos que chegam a Austrália podem ser submetidos a uma inspeção sanitária, para detectar a importação não espontânea ou não de seres indesejados, tipo uma imigração de bichos e bichinhos. Na fila eu observava, passaporte vermelho pra lá, olhos puxados pra cá, loiro pra lá, Alá pra cá, Beline pra lá – eu era a exceção.

03 abr 2009 Especial Hostels - Austrália

Eis que você está na Austrália, o que você precisa agora é encontrar um lugar para dormir. A verdade é que se você já está na Austrália já deveria ter a reserva dos próximos 2 ou 3 dias. Se você ta lendo isso agora (verão?) do quiosque de internet grátis do aeroporto internacional de Sydney você ta com um problema em potencial, se isso aqui não resolver corre para a Kingscross agora e reza por uma cama que você possa pagar.

Austrália fact #1: Não é o hostel que não é bom o suficiente, é o país que é caro.  Austrália fact #2: Não é que são poucos leitos, é que todo mundo teve a mesma idéia que você. Aprendemos então que existe uma relação entre “bookar” com antecedência e quarto bom por preço justo. Essa regra na verdade se aplica a qualquer rede de hotelaria de qualquer lugar do mundo, em linhas gerais, mas a costa leste da Austrália não pode ser ignorada do ranking de países mais visitados por mochileiros. Em resumo, não vacila que sua saúde ou seu cartão de crédito podem estar em perigo.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Mas digamos que você possa escolher. Existem basicamente 4 opções de hostel entre Sydney e Cairns, YHA, Koalas, Beach Backpackers e os outros. Com exceção de Cairns, Brisben e a própria Sydney, as quatro “bandeiras” citadas acima são responsáveis pela fama “rock n’ roll” do roteiro. Com preços que variam de 25 a 35 dólares australianos por uma cama em dormitório, oferecem basicamente as mesmas facilidades e o mesmo ambiente impessoal. Tudo para suas “day-trips”, DVDs, internet (cerca de A$ 4/h), piscina, churrascos (tradução perigosa do termo “barbecue” encontrado nos murais de avisos ) e “atividades” em geral. Os dormitórios, na maioria mista, têm de 4 a 10 camas, geralmente em beliche e banheiros coletivos por andar ou setor. Por aproximadamente o dobro, por pessoa, é possível um quarto com banheiro. De qualquer forma as condições de limpeza e “layout” da cena costumam ser razoáveis, mas é claro que mostrar seu quarto pra “gatinha” não vai impressioná-la. Não positivamente. A opção “outros” vai de resorts com preços obscenos a pequenos “guesthouses” operados por imigrantes da Ásia. Se comunicar com a recepcionista neste ultimo caso vai exigir mais das suas habilidades em mímica do que do seu inglês fluente, não que o “OZ accent” das recepções dos “funky hostels” seja dos mais fáceis. G’it mate?

Piscina, mais regra do que exceção.

Piscina, mais regra do que exceção.

Por incrível que pareça dormir é sim uma opção nos hostels mais hypes, e pode ser feito no horário convencional, a maioria dos hospedes preferem fazer isso pela manhã ou pela tarde por opção mesmo, a maioria dos lugares tem recepção 24 horas, ou pelo menos acesso livre a qualquer horário. Mas assim como tudo na Austrália, é preciso ficar atento a regras, normas, leis, recomendações e procedimentos, elas variam de um hostel para o outro e podem causar bastante confusão,mesmo entre hostels da mesma rede. Basicamente fique atento a horários, de check-in e check-out, piscina, recepção, cozinha e internet. O que você pode fazer ou não, o que você pode beber e onde. Regras estranhas encontradas incluem “não beber vinho de caixa”, “não alugar prancha de surf entre 9:45 e 10:30 da manhã” e finalmente “não colocar bolsas azuis ou verdes na geladeira”. Regras gerais incluem de 5 a 10 dólares de depósito por chave, a entrega da chave e da roupa de cama usada na recepção do check-out e, quase sempre, não consumir bebidas alcoólicas em certas dependências que, geralmente, não possuem qualquer lógica espacial conhecida pelas ciências modernas.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Ao descer dos ônibus ou trens nas principais cidades do roteiro você vai encontrar pessoas com placas dos principais hostels. Se o seu estiver ali é só embarcar na van e seguir até a recepção, provavelmente um copo de suco e um pedaço de bolo será servido, como cortesia, enquanto você espera para fazer o check-in, ou o momento para dar no pé e ir para o hostel ao lado que é mais barato. Mas antes se certifique que existe realmente um outro hostel ao lado. Além de traslado e lanchinho grátis, a maioria dos hostels vai ser capaz de realizar pequenas tarefas como marcar um voo ou emitir um bilhete de Grey Hound e sugerir, ou até mesmo lhe vender pacotes para “day-trips” na região. Existe, claro, uma comissão, que você pagaria provavelmente em outra agência, mas que pode te comprar tempo pra passar na praia.

Um oferecimento... RÁ!

Um oferecimento... RÁ!

Por ultimo,se você está indo a Austrália para viver intensamente o clima Down Under de badalação,esportes aquáticos, azaração e festa, eleve a importância do quesito hospedagem, acredite, o seu hostel vai ser peça chave na sua experiência. Se você não procura nada disso, e não quer gastar mais que 25 dólares por noite… bem-lembre de pedir um quarto no fim do corredor, se é que você vai poder escolher.

Resolver pela web

HOSTELWORLD – Encontrar e reservar um hostel
YHA AUSTRALIA – O hostel que eu fiquei
KOALA
– Um hostel que eu ficaria
XE.COM – Converter A$ em R$

31 mar 2009 Mosca “Abelha assassina gigante da Austrália”
 |  Categoria: Austrália, Coisa útil  |  Tags: , ,  | 1.072 Comentários

Dingo é um. Bem, ele é um… cachorro. Muito famoso e comum em Fraser Island, na Austrália, o animal muito bem descrito como o “Ajudante de Papai Noel”, só que marrom, é temido por tudo e todos. Placas e cartazes alertam para a presença do animal na ilha e pede para que os visitantes se mantenham distantes.

 

Revista Up! Blog do Beline Beline Cidral

Bindo! | Revista Up! - Blog do Beline - Beline Cidral

Mantenha distância. Just in case…
Dingos? Bingo, como diria o Davi. Esse bichinho é do bem, do mal são as moscas “Abelhas Gigantes Assassinas da Austrália”, essa merece uma placa de advertência gigante. Terror de 10 entre 10 dos que por lá passaram. Medoooooooooo.

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É uma mosca. E pica.

21 mar 2009 Efeitos Grey Hound

Uma parte do tempo que você passa viajando pela Austrália, (sempre lembrando: seja a trabalho ou de férias, mas na faixa!), especialmente se for visitar muitos lugares em curto espaço de tempo e a grana é curta, vai proporcionalmente passar num Grey Hound, momentos inesquecíveis. Em 15 dias o tempo estimado na poltrona de um Grey Hound ou correlatos que inclui horas desnecessárias em postos de gasolina tomando um café de gosto duvidoso e planejando como tornar o acento algo minimamente confortável equivale a aproximadamente a 3 dias, ou 20% do total da sua estádia na Down Under. Convenhamos, dentro de todo esse tempo o mínimo que você deve fazer é aprender coma situação.

Os prestadores de serviço na Austrália não são os melhores exemplos de cordialidade, especialmente motoristas de Grey Hound. No bilhete a hora marcada para embarque era 14:45. Nem um minuto antes, todos, um a um, sob as vistas do motorista, embarcaram no ônibus, como indicado no pedaço de papel. Nem um antes, após todos,um a um, se acomodarem em seus acentos o motorista solicita que todos, um a um, sob os olhos do motorista, desçam do ônibus para controle dos bilhetes. Num primeiro instante risadas leves e contidas, nenhum movimento. No minuto seguinte do lado de fora, sob os olhos do motorista, todos com o bilhete na mão.

Bilhete na mão não basta, não sempre. É preciso checar se a empresa e o motorista não perderam comunicação e conferir se seu nome está na lista, falhar nesse processo pode te levar a descobrir outro fato. As vezes um tratamento mais personalizado convém. Pronto pessoal, já encontrei os dois que atrasaram a saída – gritava o motorista apontando para este que vos escreve e seu inseparável companheiro de viagens para a Austrália. O nome de vocês não está na lista- continuou – eu não posso cuidar de cada um dos passageiros, vocês têm que dar o nome para colocar na lista, entenderam?

Sim, bem como todos no ônibus.

Mas não vamos crucificar o seu motorista, ficar esperando o um cidadão tomar seu café enquanto conta piadas em espanhol é de matar, o motorista tem todo direito de reclamar. Eu teria reclamado comigo se fosse ele.

A coisa é um pouco irritante para todas as partes envolvidas. O motorista é obrigado a falar num microfone a cada parada, que sãomuitas. Não creio que todos os motoristas de todas as empresas seja providos de tal espírito Bozo, devem ser obrigados a dirigir e apresentar um stand-up comedi ao mesmo tempo. Todos falharam na segunda parte,para o bem na nossa integridade física.

Tentar dormir num Grey Hound te faz sentir saudades da Itapemirim, a coisa melhora um pouco se você consegue abocanhar 2 poltronas, por motivos lógicos e entre uma parada e outra, entre um anuncio e outro da para tirar um cochilo e ter uma viagem relativamente tranqüila. Ainda assim ficam alguns conselhos.

-Verfifque seu bilhete, se o ônibus vai para o mesmo destino que você e suas malas. Cheque de novo,só para garantir.

-Providencie iPod,livro,jogo portátil, baralho ou qualquer coisa que lhe motive a ficar sentado enquanto está com sono.

-Quando sair do ônibus nas paradas, leve consigo algo que lhe permita ficar entretido por até 45 minutos. Sério.

-Tenha algo para beber e comer dentro do ônibus,quando você quer, ele não para.

Para demonstrar os perigos que um Grey Hound pode oferecer a sua integridade física e mental e suas conseqüências, me submeti a um experimento, tentar fazer um vídeo de 30 segundos após 12 horas de viagem.

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Já é difícil dormir num ônibus, cacos de vidro na poltrona são desnecessários.<-->