20 mai 2009 Quanto custa a cerveja em diferentes países pelo mundo

Quem viaja muito, principalmente para fora do Brasil sabe que alguns sites e blogs são muito importantes, difícil sair de casa sem dar uma checada no SkyScanner, Hostelworld, Clima Tempo, XE.com e Viaje na Viagem, para citar apenas alguns indispensáveis. Acabo de descobrir um outro site que com certeza vai entrar para a pasta de favoritos de muito viajante que conheci por esse mundo e que conheço no Brasil: o Pintprice. O site, simples e funcional tem o objetivo de cotar, de forma colaborativa o preço de uma “pint” em diversos países do mundo. Uma “pint” é como os Europeus chamam um caneco ou taça com 500 ml de cerveja, muito popular da França pra cima.

A ferramenta, pela sua funcionalidade e relevância mundial é fantástica, mas como qualquer outra baseada em dados estatísticos, tem suas falhas. Não só pelas variações regionais, mas também pelo fato de, no Brasil por exemplo, a garrafa de 600ml ou a lata serem muito mais populares e mais baratas, afinal, não é em qualquer buteco que você vai encontrar “pint” no Brasil, assim como em vários lugares do mundo. Ainda assim, esse valor representa uma média entre regiões e consumidores. Se tivéssemos 3 listas com preços de cerveja, feitas por mim, pelo Riq e pelo Zeca Camargo, teríamos 3 listas diferentes, isso porque provavelmente frequentamos ambientes diferentes quando viajamos, e pagamos preços diferentes. Digo isso porque o site é Europeu, e os turistas Europeus, mesmo os “backpackers” mais “hard-core” tem um poder aquisitivo muito maior e podem ou não se importam em pagar mais por uma “pint” num pub do que numa garrafa de boteco. Pensando nisso, resolvi resgatar as minhas matérias e posts antigos, consultei uns amigos e fiz uma tabela paralela, com os valores comuns de cerveja pelo mundo, assumindo que você vai beber no recipiente que for mais conveniente (barato, fácil de conseguir, ambiente e conjuntura), ou seja,não necessariamente uma “pint”. Novamente, essa minha tabela, como qualquer outra pode e provavelmente não represente a realidade, mas já da pra ter uma noção de que beber na França e na Austrália é uma facada que dói. Como dói.

Explanações, técnicas: 1. Os recepiente populares foram eleitos no que imagino ser o mais acessível a um turista brasileiro em cada lugar.É normal que você gaste mais tempo procurando um preço justo na Austrália enquanto na Republica Checa você compraria no primeiro Pub pomposo que encontrar. 2. Os preços são para consumo em balada ou bar, pra poder existir uma correspondência com o preço por ”pint”, que obviamente não existe no mercado ou posto de gasolina. 3. As conversões foram baseadas na cotação segundo o XE.com hoje.   Os países listados são aqueles em que eu efetivamente tomei cerveja e lembro ou pude consultar o preço médio. 4. Se eu lembrar de mais algum detalhe importante eu faço um update.

Vamos aos números!

 

 

O que zoa é converter pro Real...

O que zoa é converter pro Real...

Para ampliar a tabela clique na imagem ou aqui.

Conclusão: apostar caixa de cerveja na França não rola!

07 mai 2009 Graficuzinhos de viagem

Pra quem não sabe e justificando a baixa frequência de postagens, o Blog do Beline vai mudar em breve, mas falo disso depois. Época de mudanças também é momento para analises, rever o que foi feito até então. Pensando nisso vou aproveitar os últimos dias de vida do blog atual para fazer um feedback da viagem, uma forma de continuar postando e uma desculpa para publicar qualquer besteira. Para abrir com chave de ouro, resolvi postar alguns dados importantes que recolhi durante este mais de um ano de viagem pelo mundo. Desculpem a falta de acentos nos gráficos, eles foram feitos neste site que não reconhece acentos.

 

A pergunta que não quer calar

A pergunta que não quer calar

 

more…

22 abr 2009 ESPECIAL COMER – Austrália

Tive um ataque de risos ao ver a página em branco, risos de desespero. Não tenho dúvidas de que o Zeca Camargo tenha excelentes referências de paladar a suas visitas a Down Under, mas eu nunca vi um Michelin impresso, minhas referências ainda estão no insuficiente das páginas do Lonely Planet, as versões mais amplas pra não ocupar espaço e economizar dinheiro. Sempre ele. Falar em comer bem com moedas é mais amável na Turquia, África, leste europeu, Berlim, até Bélgica transforma “budget” em “cool dinner” melhor que a Austrália. Vamos ser justos, a culinária australiana para viajantes “on budget” não é exatamente uma atração.

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Wooper do HungryJacks na Austrália | Divulgação | Revista Up! 2009

Citam por ai algum “aussie steak”, vinhos maravilhosos – não numa refeição de 20 dólares e acredite, com o tempo você não vai querer gastar mais que 10, mas vai se permitir gastar 50, de presente, uma recompensa a brava resistência aos mais diversos atentados gastronômicos. Nesse dia encontre um lugar agradável a beira do mar ou num ambiente bacana no centro se estiver numa cidade maior e caia matando um T-Bone de 600 gramas. Tá certo, desculpa, voltando ao esquema “20 dólares é muito” a opção é o bom e velho “popethinicfood”, no caso corra atrás de “currys” e “noodles”. O “kebabs” e “falafels” salvadores são fáceis de encontrar, mas pasmem, separem até 15 dólares pelo combo com coca/fritas enquanto o primeiro grupo exija não mais que 10 incluindo arroz. Básicamente se você ver um olhinho puxado atrás do balcão de um lugar movimentado pode entrar que vai sobrar pro sorvete da padaria.
Se você tá num praia considere o possível menu do seu hostel, algo entre cozinha tai e indiana, alguma pasta e pizza e um provável BBQ duvidoso estarão entre opções viáveis. BBQ do inglês australiano para português do Brasil é pão com linguiça preparada numa chapa aquecida a gás, o que justifica o acesso a iguaria por até 5 dólares.  Se sair da área “pega turista” está além de onde sua preguiça chega, o restaurante do seu hostel vai ser melhor que restaurantes próximos que estão de olho nos que ocupam os quartos do Resort na quadra a frente. Mas ainda mais saudável ao bolso e corpo é a cozinha do seu hostel, você vai encontrar alguma muito bem equipadas que vão tornar empolgante a missão de ir ao mercado para comprar suprimentos para a semana, ou dia. Na volta não esqueça de passar num “bottleshop” para providenciar um vinho meia boca, já que supermercados (ou qualquer outro estabelecimento que não bar ou restaurante) não vendem bebida alcoólica.

Do céu...

Do céu...

Por fim, se você não se importa em morrer cedo e sabe de cor a ordem dos ingredientes de um Wooper, bem vindo a Austrália. Além de provar com mais intensidade o popular “fish n’ chips” (prato típico???), uma rede completa de brands que ajuda a manter as elevadas estatísticas de obesidade no país está disponível na maioria das cidades, grande parte funcionando 24 horas e o melhor, por menos que 15 dólares.

19 abr 2009 Pegadinha dos 2 dólares australianos (ou 10 centavos de real)

Em 21 dias juntei sem intenção pouco mais de 70 dólares australianos em moedas, é questão de tempo para que as notas recém saídas de um ATM na Austrália se transformem em “trocados” de metal, abundantes e traiçoeiras. Levei pouco tempo para sacar que precisava de um compartimento apenas para moedas, para aquelas que não viravam gorjeta, mas demorei muito para descobrir a existência da moeda de 2 dólares australianos, abundante como moeda de 10 centavos brasileira. Embora a primeira compre quase 32 da segunda, as duas moedinhas são equivalentes em outra medida, o que justifica as generosas gorjetas que deixei sem saber.

Olhando assim parece grande!

Olhando assim parece grande!

Cara de uma... fucinho da outra!

Cara de uma... fucinho da outra!

A maquina de coca-cola sabe a diferença. Eu tentei!

17 abr 2009 Brazilian Passport Fail (ou a regra e eu exceção)

Nunca fui dos mais satisfeitos por portar um passaporte brasileiro, o trauma vem da época da minha viagem a Barcelona, exatamente quando Brasil e Espanha travavam uma batalha diplomática. Visto negado passou de exceção a regra; eu fui a exceção. Na Austrália também.

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Era 12 de fevereiro do ano passado, uma fila normal de controle de passaporte europeu que corria razoavelmente, era um dos últimos e não atrasei o restante, tive de responder a tantas perguntas, repetidas tantas vezes que a quantidade de papeis que tive de mostrar não chegou a irritar tanto. A irritação foi gradualmente sendo substituída por ansiedade, sentado em um banco no saguão com outros quatro brasileiros por cerca de uma hora e depois para uma viatura cuja acomodação oferecida pode ser chamada de receptáculo, ou ainda, carceragem móvel. Perguntei se estava sendo detido e a resposta um procedimento padrão, abriram o “porta-malas” em frente a outro portão e mais um chá de cadeira. Da irritação para a calma. Todas as perguntas respondidas exatamente da mesma forma cada vez que era repetida, papeis, exemplares da revista, dinheiro, cartão de crédito, reservas. Não sei dizer exatamente quais os motivos, mas eu virei a exceção.
O meu visto para a Austrália foi tirado as pressas, mas os caras da West 1 me indicarão o caminho urgente das pedras, uma tanto de respostas e papeis, um despachante sério e rápido e em cinco dias meu visto de negócios para 3 meses a partir da ultima entrada estava pronto. Fácil, rápido e indolor, exceto pelo bolso, embora mais barato que um visto para os EUA. Nenhuma surpresa, até o guichê de imigração do aeroporto de Sidnei. Passaporte, o agente da aquela olhada tipo “seu cartão de débito não passou” e novamente uma sequência de respostas e papeis. O cara tinha que admitir que eu estava ali em missão de paz, por tempo determinado e a única coisa que eu queria era ter o direito de curtir as praias dignas de tal ato de seu país. Passei, o primeiro foi. Nem 10 passos a frente e em uma abordagem lateral, ombro a ombro outro ser de uniforme me aborda – calma lá. Eu tirei o visto no Brasil, tinha dinheiro passei pelo controle de passaporte,  nunca estive tão regular num páis, incluindo o meu, como estive em solo Australiano, até seguro saúde “plusadvancedgoldmastersport” eu tinha e o cara vem me parar? Passaporte,respostas e papeis, finalmente, o segundo foi.
A Austrália é um país meio alérgico, numa espécie de T.O.C governamental, todos que chegam a Austrália podem ser submetidos a uma inspeção sanitária, para detectar a importação não espontânea ou não de seres indesejados, tipo uma imigração de bichos e bichinhos. Na fila eu observava, passaporte vermelho pra lá, olhos puxados pra cá, loiro pra lá, Alá pra cá, Beline pra lá – eu era a exceção.

03 abr 2009 Especial Hostels - Austrália

Eis que você está na Austrália, o que você precisa agora é encontrar um lugar para dormir. A verdade é que se você já está na Austrália já deveria ter a reserva dos próximos 2 ou 3 dias. Se você ta lendo isso agora (verão?) do quiosque de internet grátis do aeroporto internacional de Sydney você ta com um problema em potencial, se isso aqui não resolver corre para a Kingscross agora e reza por uma cama que você possa pagar.

Austrália fact #1: Não é o hostel que não é bom o suficiente, é o país que é caro.  Austrália fact #2: Não é que são poucos leitos, é que todo mundo teve a mesma idéia que você. Aprendemos então que existe uma relação entre “bookar” com antecedência e quarto bom por preço justo. Essa regra na verdade se aplica a qualquer rede de hotelaria de qualquer lugar do mundo, em linhas gerais, mas a costa leste da Austrália não pode ser ignorada do ranking de países mais visitados por mochileiros. Em resumo, não vacila que sua saúde ou seu cartão de crédito podem estar em perigo.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Seus companheiros de quarto são opcionais obrigatórios.

Mas digamos que você possa escolher. Existem basicamente 4 opções de hostel entre Sydney e Cairns, YHA, Koalas, Beach Backpackers e os outros. Com exceção de Cairns, Brisben e a própria Sydney, as quatro “bandeiras” citadas acima são responsáveis pela fama “rock n’ roll” do roteiro. Com preços que variam de 25 a 35 dólares australianos por uma cama em dormitório, oferecem basicamente as mesmas facilidades e o mesmo ambiente impessoal. Tudo para suas “day-trips”, DVDs, internet (cerca de A$ 4/h), piscina, churrascos (tradução perigosa do termo “barbecue” encontrado nos murais de avisos ) e “atividades” em geral. Os dormitórios, na maioria mista, têm de 4 a 10 camas, geralmente em beliche e banheiros coletivos por andar ou setor. Por aproximadamente o dobro, por pessoa, é possível um quarto com banheiro. De qualquer forma as condições de limpeza e “layout” da cena costumam ser razoáveis, mas é claro que mostrar seu quarto pra “gatinha” não vai impressioná-la. Não positivamente. A opção “outros” vai de resorts com preços obscenos a pequenos “guesthouses” operados por imigrantes da Ásia. Se comunicar com a recepcionista neste ultimo caso vai exigir mais das suas habilidades em mímica do que do seu inglês fluente, não que o “OZ accent” das recepções dos “funky hostels” seja dos mais fáceis. G’it mate?

Piscina, mais regra do que exceção.

Piscina, mais regra do que exceção.

Por incrível que pareça dormir é sim uma opção nos hostels mais hypes, e pode ser feito no horário convencional, a maioria dos hospedes preferem fazer isso pela manhã ou pela tarde por opção mesmo, a maioria dos lugares tem recepção 24 horas, ou pelo menos acesso livre a qualquer horário. Mas assim como tudo na Austrália, é preciso ficar atento a regras, normas, leis, recomendações e procedimentos, elas variam de um hostel para o outro e podem causar bastante confusão,mesmo entre hostels da mesma rede. Basicamente fique atento a horários, de check-in e check-out, piscina, recepção, cozinha e internet. O que você pode fazer ou não, o que você pode beber e onde. Regras estranhas encontradas incluem “não beber vinho de caixa”, “não alugar prancha de surf entre 9:45 e 10:30 da manhã” e finalmente “não colocar bolsas azuis ou verdes na geladeira”. Regras gerais incluem de 5 a 10 dólares de depósito por chave, a entrega da chave e da roupa de cama usada na recepção do check-out e, quase sempre, não consumir bebidas alcoólicas em certas dependências que, geralmente, não possuem qualquer lógica espacial conhecida pelas ciências modernas.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Entregue seu cartão de crédito a mocinha do balcão e aprenda a velejar. Simples assim.

Ao descer dos ônibus ou trens nas principais cidades do roteiro você vai encontrar pessoas com placas dos principais hostels. Se o seu estiver ali é só embarcar na van e seguir até a recepção, provavelmente um copo de suco e um pedaço de bolo será servido, como cortesia, enquanto você espera para fazer o check-in, ou o momento para dar no pé e ir para o hostel ao lado que é mais barato. Mas antes se certifique que existe realmente um outro hostel ao lado. Além de traslado e lanchinho grátis, a maioria dos hostels vai ser capaz de realizar pequenas tarefas como marcar um voo ou emitir um bilhete de Grey Hound e sugerir, ou até mesmo lhe vender pacotes para “day-trips” na região. Existe, claro, uma comissão, que você pagaria provavelmente em outra agência, mas que pode te comprar tempo pra passar na praia.

Um oferecimento... RÁ!

Um oferecimento... RÁ!

Por ultimo,se você está indo a Austrália para viver intensamente o clima Down Under de badalação,esportes aquáticos, azaração e festa, eleve a importância do quesito hospedagem, acredite, o seu hostel vai ser peça chave na sua experiência. Se você não procura nada disso, e não quer gastar mais que 25 dólares por noite… bem-lembre de pedir um quarto no fim do corredor, se é que você vai poder escolher.

Resolver pela web

HOSTELWORLD – Encontrar e reservar um hostel
YHA AUSTRALIA – O hostel que eu fiquei
KOALA
– Um hostel que eu ficaria
XE.COM – Converter A$ em R$

01 abr 2009 Este post não foi pago. O próximo também.

O buzz entorno do episódio @marcelotas já passou, mas ainda rendeposts e twittes por ai e o debate sobre a questão do post pago e seus correlatos segue apimentada. Para quem ainda não sabe, esse trecho da Austrália faz parte de uma etapa especial da viagem, o roteiro foi uma sugestão da equipe da West 1 que, junto com a Revista Up!, patrocinou os custos da viagem, meus e do sortudo (ou competente?) Davi . Como se não basta-se a YHA Australia, uma grande rede mundial de hostels ofereceu todas as diárias entre seus hostels que cobriam o roteiro, ou seja, todas as cidades. No último minuto a ISIS aparece com um seguro saúde e de bagagem durante a minha estadia pela Down Under.

Tudo isso, claro, não surgiu do nada, não pelos meus fictícios “belos olhos”. É parte de uma parceria entre as empresas e a Revista Up e as empresas envolvidas para patrocínio da veiculação do conteúdo que produzo. Bom para mim e para a revista já que gastamos muito menos para produzir conteúdo, bom para o leitor que vai ter acesso a informação sobre uma boa parte da Austrália, bom para a West 1, YHA e ISIS que gastaram suas verbas numa forma de comunicação inteligente. Eu chego em algum lugar da forma e com a estrutura que meu dinheiro permite. O que me faz decidir entre um hostel e outro é basicamente se eu posso ou não pagar por ele, entre outras coisas, mas com muito peso. Se me oferecem vôos, todos os hostels e seguro saúde na faixa, porque não aceitar? Porque envolve publicidade? Ai está a chave, este é um blog de viagem, que pública informações para viajantes, além de outras coisas.

Não tenho opinião sobre hostels que eu não fui, por motivos óbvios, quando escrevo sobre hospedagem me baseio no que eu vejo de opção e na experiência nos hostel em que fico. O mesmo com basicamente todos os serviços de que me utilizo durante a viagem. O seguro saúde não usei, afinal, é pra isso que a gente compra, pra nunca ter que usar. Mas parecia ser certinho, conjunto com a Unibanco, tinha até cobertura para esportes. Mas os hostel eu usei. E com gosto, são bacanas, muito bem estruturados com tudas as facilidades que você possa imaginar. Se a YHA já sabia disso e me ofereceu justamente porque sabia que eu ia gostar, sorte deles, já falei e mal de muita cama por aqui. Também já falei muito (bem e/ou mal) de outras empresas sem receber um tostão.

O blogémeu, faloo que eu quero.

O blog é meu, falo o que eu quero.

Ou seja, a viagem foi patrocinada, esse post não, nem qualquer outro. Eu escreveria sobre o hostel com ou sem patrocínio, no lugar da YHA estaria outro hostel qualquer e eu daria minha opinião de qualquer forma. Todo esse meu “mimimi” justamente porque amanhã tem Especial Hospedagem – Austrália, e não quero nenhuma manifestação anti-capitalista desavisada nos comentários de lá. Mas aqui eu quero!

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31 mar 2009 Mosca “Abelha assassina gigante da Austrália”
 |  Categoria: Austrália, Coisa útil  |  Tags: , ,  | Um Comentário

Dingo é um. Bem, ele é um… cachorro. Muito famoso e comum em Fraser Island, na Austrália, o animal muito bem descrito como o “Ajudante de Papai Noel”, só que marrom, é temido por tudo e todos. Placas e cartazes alertam para a presença do animal na ilha e pede para que os visitantes se mantenham distantes.

 

Revista Up! Blog do Beline Beline Cidral

Bindo! | Revista Up! - Blog do Beline - Beline Cidral

Mantenha distância. Just in case…
Dingos? Bingo, como diria o Davi. Esse bichinho é do bem, do mal são as moscas “Abelhas Gigantes Assassinas da Austrália”, essa merece uma placa de advertência gigante. Terror de 10 entre 10 dos que por lá passaram. Medoooooooooo.

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É uma mosca. E pica.

21 mar 2009 Efeitos Grey Hound

Uma parte do tempo que você passa viajando pela Austrália, (sempre lembrando: seja a trabalho ou de férias, mas na faixa!), especialmente se for visitar muitos lugares em curto espaço de tempo e a grana é curta, vai proporcionalmente passar num Grey Hound, momentos inesquecíveis. Em 15 dias o tempo estimado na poltrona de um Grey Hound ou correlatos que inclui horas desnecessárias em postos de gasolina tomando um café de gosto duvidoso e planejando como tornar o acento algo minimamente confortável equivale a aproximadamente a 3 dias, ou 20% do total da sua estádia na Down Under. Convenhamos, dentro de todo esse tempo o mínimo que você deve fazer é aprender coma situação.

Os prestadores de serviço na Austrália não são os melhores exemplos de cordialidade, especialmente motoristas de Grey Hound. No bilhete a hora marcada para embarque era 14:45. Nem um minuto antes, todos, um a um, sob as vistas do motorista, embarcaram no ônibus, como indicado no pedaço de papel. Nem um antes, após todos,um a um, se acomodarem em seus acentos o motorista solicita que todos, um a um, sob os olhos do motorista, desçam do ônibus para controle dos bilhetes. Num primeiro instante risadas leves e contidas, nenhum movimento. No minuto seguinte do lado de fora, sob os olhos do motorista, todos com o bilhete na mão.

Bilhete na mão não basta, não sempre. É preciso checar se a empresa e o motorista não perderam comunicação e conferir se seu nome está na lista, falhar nesse processo pode te levar a descobrir outro fato. As vezes um tratamento mais personalizado convém. Pronto pessoal, já encontrei os dois que atrasaram a saída – gritava o motorista apontando para este que vos escreve e seu inseparável companheiro de viagens para a Austrália. O nome de vocês não está na lista- continuou – eu não posso cuidar de cada um dos passageiros, vocês têm que dar o nome para colocar na lista, entenderam?

Sim, bem como todos no ônibus.

Mas não vamos crucificar o seu motorista, ficar esperando o um cidadão tomar seu café enquanto conta piadas em espanhol é de matar, o motorista tem todo direito de reclamar. Eu teria reclamado comigo se fosse ele.

A coisa é um pouco irritante para todas as partes envolvidas. O motorista é obrigado a falar num microfone a cada parada, que sãomuitas. Não creio que todos os motoristas de todas as empresas seja providos de tal espírito Bozo, devem ser obrigados a dirigir e apresentar um stand-up comedi ao mesmo tempo. Todos falharam na segunda parte,para o bem na nossa integridade física.

Tentar dormir num Grey Hound te faz sentir saudades da Itapemirim, a coisa melhora um pouco se você consegue abocanhar 2 poltronas, por motivos lógicos e entre uma parada e outra, entre um anuncio e outro da para tirar um cochilo e ter uma viagem relativamente tranqüila. Ainda assim ficam alguns conselhos.

-Verfifque seu bilhete, se o ônibus vai para o mesmo destino que você e suas malas. Cheque de novo,só para garantir.

-Providencie iPod,livro,jogo portátil, baralho ou qualquer coisa que lhe motive a ficar sentado enquanto está com sono.

-Quando sair do ônibus nas paradas, leve consigo algo que lhe permita ficar entretido por até 45 minutos. Sério.

-Tenha algo para beber e comer dentro do ônibus,quando você quer, ele não para.

Para demonstrar os perigos que um Grey Hound pode oferecer a sua integridade física e mental e suas conseqüências, me submeti a um experimento, tentar fazer um vídeo de 30 segundos após 12 horas de viagem.

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Já é difícil dormir num ônibus, cacos de vidro na poltrona são desnecessários.<-->

16 mar 2009 Austrália – Especial Transporte

Promessa é dívida, devo não ego,pago quando puder e aqui vai a primeira parte que vai integrar a nova página e a nova categoria de “coisas úteis” do blog.Até que enfim algo que presta,para a alegria daqueles que estão pensando em dar seus roles pela Down Under, especialmente no roteiro da costa oeste entre Sydney e Cairns.

Chegar lá.

Esse avião tem capacidade para quase 500 pessoas... todas indopara a Austrália!

Esse avião tem capacidade para quase 500 pessoas... todas indopara a Austrália!

Não importa de que país há menos que queira encarar uma vigem dispendiosa e clandestina num navio ou gastar tubos de dinheiro num veleiro (a idéia é boa), a forma viável é pelo ar e se você não é papa, pop star e/ou presidente vai ter poucas opções de vôos saindo do Brasil. A rota usual é uma combinação TAM /LAM / Quantas que sai de São Paulo ou Rio passando por Buenos Aires, Santiago ou Assunción. Para aqueles que estão na Europa as passagens mais baratas costumam sair de Londres pela British Airways ou Quantas. A Air Asia vai ser provávelmente a opção mais barata para aqueles que partem da Ásia, principalmente o sudeste asiático.

Uma vez em terras australianas prepare-se para mensurar as distâncias em milhares de quilômetros, estamos falando de um país continente, ou seja, alguns centímetros no mapa são na verdade muitas horas dentro de um ônibus ou trem ou muitos reais há menos transferidos do seu cartão de crédito para alguma companhia aérea.

Se você confere seu saldo bancário a partir do quarto dígito, não quer perder tempo e não abre mão do conforto a melhor pedida é cruzar grandes distâncias em um vôo da Quantas, ou ainda pela Jet Star se barras de cereais não forem um problema. Ambas as empresas servem os principais aeroportos do país, logo você não terá problemas em viajar entre Melbourne e Brisben, por exemplo, mas se você realmente faz questão de chegar a lugares como Hervey Beach pelo ar terá que estar preparado para voar aviões de 8 lugares oferecidos por companhias regionais e, claro, pagar por isso. Os preços podem ultrapassar os 300 dólares australianos e nessa hora meios de transporte menos glamurosos, mais lentos e desconfortáveis como trens e ônibus serão muito bem vindos.
A Austrália conta com um serviço de transporte ferroviário bastante descente, são mais lentos e mais caros, mas um pouco mais confortáveis que as poltronas da Grey Hound. Eis um nome que você não vai esquecer tão cedo se decidir viajar pela costa leste. Gray Hound e Premier são as duas principais empresas que operam as rotas rodoviárias com pelo menos dois carros diários, cada, para praticamente todas as praias ou pontos de acesso, mas a primeira virou sinônimo de ônibus e frequentemente você irá responder a pergunta “fly, train or greyhound?”, mesmo que seja da outra empresa.

O famoso Grey Hound por dentro...

O famoso Grey Hound por dentro...

... e por fora!

... e por fora!

As passagens por aqui não costumam ser das mais baratas, na média 400 quilometros podem sair por até 120 reais e costumam durar horas. Se sua viagem durar mais de 6 ou 7 horas cogite fazê-la durante noite e economizar a grana do hostel. Hospedagem,aliás, vai ser o tema do post de amanhã, seguido de um manual de sobrevivência alimentar. Todo este material que compõe os três próximos posts vão fazer parte da prometida página com utilidades para futuros viajantes. Aproveitem que em breve voltaremos com a programação normal!