Home /
Um pouco da história

Berlin é uma cidade com história, todo mundo sabe disso, motivo pelo qual algumas pessoas estão especialmente interessadas no assunto. Lendo os comentários dos dois últimos posts, percebo que a curiosidade a respeito do passado é grande, mas talvez muitos não saibam o quanto o assunto é delicado e impreciso. Mesmo os “berliners” não comentam sobre o passado em qualquer ocasião, nem com qualquer pessoa. Foram duas grandes guerras, a cidade praticamente destruída, holocausto, guerra fria, famílias separadas... enfim, a história que todos conhecem. Ai fica a pergunta: se a cidade tem uma história tão incrível, se o passado é tão importante, porque este blogueiro só fala de bebidas e festas?

Quando cheguei também me perguntei o motivo pelo qual as pessoas daqui bebem tanto e fazem tanta festa, a resposta, embora não seja tão simples, parece clara: por que agora eles podem! Berlin está unificada, a cidade foi reconstruída, as pessoas parecem viver em paz consigo mesmas e com os outros, aos poucos tratam de reconstruir suas próprias histórias, sem esquecer ou deixar pra trás um passado que talvez não os encha de orgulho, mas que também não escondem de ninguém, o Memorial do Holocausto é um bom exemplo disso.

A questão é que durante anos os cidadãos alemães, principalmente os de Berlin não tinham qualquer motivo para festar, pior, não podiam se quer viver suas vidas normalmente, não podiam se expressar, nem palavras, nem atitudes. Durante 28 anos famílias e amigos foram separados e agora que as coisas estão melhores, o que vão fazer? Chorar o passado de dor e se penitenciar para o resto de suas vidas? Quem sabe devam todos andar com os cabelos raspados e fazer homenagens diárias em silêncio para aqueles que não chagaram a ver a Nova Berlin. Pode ser, mas acredito que a maioria prefere correr atrás do tempo perdido e aproveitar a liberdade que tem, de ir e vir, de falar o que quiser a quem quiser, de pintar os cabelos e colocar tantos piercings quanto sua dor permite e claro, beber e fazer festa - e eles o fazem, com uma alegria e sobriedade estranhíssimas aos brasileiros, tão estranha quanto sua história, como seu passado e seu futuro, que eles mesmo ainda estão tentando entender, que ainda dói e que ainda pode ser de certa forma indizível. Agora fica a pergunta: quem sou eu para dizer que sim ou que não, se eles preferem deixar o corte cicatrizar, porque este pobre escritor tem que mexer na ferida?

Aliás, eu não disse nada demais nestas linhas e pode ter certeza, tem muita gente que não vai gostar, ou não vai entender, e é por isso que eu prefiro fazer como muitas das pessoas que conheci aqui, respeitar e refletir o que aconteceu em silencio, com um copo de cerveja na mão, amigos em volta e um futuro inteiro pela frente!


Escrito por: Beline Cidral @ 14:23

{Viajaram comigo:(7)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Um passeio singelo pelos principais pontos turísticos de Berlin!

Depois da excelente experiência em Amsterdam, o “Free Tour” passou a merecer especial atenção deste que vos escreve. Quando cheguei em Berlin, fiquei sabendo que a cidade também conta com esta opção e fui logo procurar informações sobre a programação, descolei um folder e para minha surpresa descobri que além do tour tradicional que cobre os principais pontos turísticos da capital, existem passeios específicos que abordam temas ou lugares como campos de concentração, terceiro Reich, zona comunista, museus, entre outros. Faz sentido, é uma cidade enorme com tanta história pra contar que ficaria impossível saber de tudo em um passeio de 4 horas pelo centro. Quem vem a Berlin pode estar especialmente interessado em algumas de suas atrações, sejam elas políticas, históricas, cultuais ou alcoólicas. Ao todo são sete opções que parecem agradar a gregos e troianos. Mesmo.

Para alegria geral da nação etílica, existe uma opção muito interessante de “tour”, na verdade, parece ser a mais concorrida. Trata-se do “Pub Crawl”, que nada mais é que um passeio guiado pelos principais pubs e clubes da cidade. A brincadeira custa 12 Euros, inclui transporte, entradas para os principais clubes e é claro, muita bebida durante a noite toda. Toda a história começa as 8:15 da noite no lobby do hostel, onde os hospedes interessados se reúnem para seguir até o ponto de encontro no centro da cidade.

Ainda no metrô a guia saca de sua mochila algo como 3 litros de vodka barata, o suficiente para animar cerca de 10 pessoas durante os 15 minutos que separam o hostel do primeiro pub da noite. Lá, o pequeno grupo se junta a outros 80 beberrões devidamente auxiliados por cerca de 6 guias, todos com suas mochilas lotadas de vodka. Nos pubs e clubes, quem quiser beber tem que pedir sua própria cerveja e pagar por ela, mas é no caminho entre um bar e outro que a coisa fica divertida, pois assim que pisam a rua os guias começam a distribuir o precioso conteúdo das garrafas que carregam nas costas e não é pouco, um sujeito ligeiro consegue beber em média 12 doses de vodka entre cada parada, o que pode totalizar ao fim da noite cerca de 50 doses. Isso explica o mau humor dos guias depois de certa altura do “tour”, afinal de contas, mesmo ganhando bem, não deve ser fácil tomar conta de quase uma centena de pessoas completamente alcoolizadas, com raras exceções, pois alguns, como eu, conseguem se manter praticamente sóbrios até as 6 da manhã, por incrível que pareça.

Ps. 1: Esse post teve a colaboração de alguns guias que me passaram informações que, por motivos ainda não esclarecidos, eu não conseguia me lembrar.

Ps. 2: Toda e qualquer foto que possa aparecer no Orkut, Facebook e afins com a minha cara certamente não passará de uma montagem barata!

Ps. 3: Alguém tem uma aspirina?


Escrito por: Beline Cidral @ 11:43

{Viajaram comigo:(14)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Quantos copos?

É sempre bom desembarcar numa nova cidade, melhor ainda, em um novo país. Não vou repetir o blá blá blá de sempre, nova cultura, pessoas diferentes, cheiros, cores e sabores, isso tudo chega a ser obvio, mas não menos encantador que da primeira vez. Mas o fato é que realmente quase tudo muda, e os primeiros dias e horas são cruciais para o resto da estada.

Agora que estou no meu terceiro mês de viajem, algumas coisas se tornam automáticas: pegar um mapa, descobrir como funciona o transporte público, como ligar a cobrar para o Brasil, onde fica o Kebab mais próximo e o mercado mais barato. Fora isso, qualquer coisa que você possa aprender na língua local é sempre muito útil, tanto para evitar pequenos problemas que vão custar tempo e/ou dinheiro, mas também para facilitar o contato com outras pessoas, principalmente os locais. Frases como bom dia, boa noite, por favor e obrigado são imprescindíveis, mas há outras pequenas falas que também facilitam muito a vida, como por exemplo, saber pedir um prato de comida e algo para beber.

É principalmente nestes dois últimos quesitos que mora uma questão importante:, nem tudo é possível traduzir ao pé da letra, as vezes, não há nada que se aproxime, ou porque o vocabulário da língua local não comporta, ou simplesmente porque a expressão utilizada simplesmente não faz sentido. Em Berlin, na Alemanha, logo no primeiro dia eu descobri uma delas: como dizer em alemão “por favor, uma cerveja e quatro copos”?

Bom, se for traduzir exatamente ao pé da letra é possível, mas ai alguém entender o que você quer é outra história pelo simples fato de que aqui, as palavras cerveja (singular) e copos (no plural) não estão associados. Ninguém pede uma cerveja e dois ou três copos, mas sim dois ou três copos de cerveja, palavra que aqui é pessoal, intransferível e mesurada sempre em litros, nem que seja fracionado para os mais fracos. E não pense que por conta disso uma cervejinha no fim da tarde vai estourar seu orçamento, a belezura da foto custou exatamente o mesmo que a nossa tradicional garrafa brasileira de sempre, com a diferença que aqui qualquer loirinha meia-boca desce redondo.


Escrito por: Beline Cidral @ 14:41

{Viajaram comigo:(12)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Viva a Rainha!

Viva a Rainha! Não, eu não estou em Londres ou qualquer outra parte da Inglaterra, estou me referindo a Rainha da Holanda mesmo, ou melhor, a mãe dela. Não ta entendendo? O titio aqui explica, é que nesta semana que passou, todos os países Baixos comemoram o Queen's Day, ou, o Dia da Rainha Mãe! Dia 30 de Abril é o aniversário da matriarca dessas bandas, e a velinha faz muito sucesso, porque a cidade inteira, uma dia antes, ja estava preparada pra receber a grande festa e exatamente no dia, Amsterdam foi invadida por milhôes de turistas de todo o mundo, todos para soprar a velinhas, comer alguma coisa e tomar muita cerveja. São horas de festa e você confere como é no vídeo de hoje, enquanto isso eu embarco para outra cidade. Quer saber qual é? Assité aí, quem sabe você não descobre!


Escrito por: Beline Cidral @ 10:21

{Viajaram comigo:(16)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Free Tour - Parte II

O fato de já “conhecer” alguma coisa do centro antigo, objeto do tal Free Tour, aparentemente fez com que nosso amigo, personagem que em nada tange este que voz escreve se não pela pequena historieta, prestasse mais atenção no evento propriamente dito do que a na própria cidade, tipo aquela história do cachorro que olha para o dedo quando o dono aponta para a comida. Era bacana reparar, os chineses fotografando tudo, alguns franceses tentando entender o inglês da explicação e um grupo de alemães olhando em volta, procurando por cerveja. Durante o caminho as coisas não mudam muito, algumas histórias aqui, uma explanação técnica ali: não sei quem matou fulano porque o exercito dos cafundós invadiu a província que só tinha água e por fim surgiu uma cidade da qual chamaram de Amsterdam. Eu não entendi muito mais que isso em algumas partes, fruto do meu amplo domínio da história dos Países Baixos e do meu inglês insuportavelmente perfeito.

Mas tem coisas que da pra entender, principalmente aquelas que interferem mais no cotidiano ou quando se trata de explicação para aquilo que você sempre quis saber e nunca teve coragem pra perguntar. O legal desses tours, é que a versão do guia sobre aspectos da cidade pode mudar completamente a perspectiva em relação a coisas que não faziam muito sentido e continuam não fazendo, mas você ao menos sabe que para os holandeses aquilo significa alguma coisa. Segue abaixo alguns comentários da guia sobre curiosidades da cidade. Tradução livre deste que voz escreve e devidamente ilustrado com fotos de origem pouco confiável:

Os mictórios públicos

“Um absurdo! Porque as mulheres ainda têm que ir ao fast-food e pagar 50 centavos para poder urinar enquanto os homens têm pinicos grátis e em excessiva abundância espalhados por toda cidade?”

As casas tortas

“A resposta está dentro das casas. Elas têm escadas muito estreitas e íngremes que impedem que as compras do mês ou a TV 29 polegadas entrem pela porta da frente. Solução, uma corda que leva objetos maiores que uma mochila para dentro do apartamento pela janela, portanto um edifício levemente inclinado para frente torna a tarefa mais fácil. Não é lógico?”

A “Igreja antiga”

“Situada exatamente no meio da “Red Light District” agora é centro de exposições. Polêmica? Nada, quando a igreja chegou a região já era o playground da “marmanjada”, que durante muito tempo tinha que ir a outra zona só para confessar os pecados cometidos ali.”

Vitrines

“Aqui na Holanda as pessoas são muito abertas, o raciocínio é simples: se você passa por uma casa, com as cortinas escancaradas, uma bela sala com plantas e uma linda prateleira você olha e tudo bem. A prostituição é legalizada aqui, não tem porque esconder a situação, melhor que todo mundo possa ver e escolher aquilo que quer consumir numa vitrine grande e iluminada.”

Definitivamente me encanta a objetividade sutil, queria ver essa garota como guia num “Free Tour” por Brasília. Tem coisas lá que não são fáceis assim de explicar!

Ainda no meio do caminho, já alertados dos perigos de passar o chapéu no fim do passei, os guias interrompem a caminhada para honestamente recolher seus “tips”, ou gorjetas. O que eles não sabiam é que eu, digo, personagem já sabia disso, a vida não ta ganha e não dá pra ficar soltando 5 Euros assim no chapéu alheio, o rapaz não pensou duas vezes e assim que percebeu o momento do bote escapuliu-se pelas pequenas ruas que cruzam os canais. Um Free Tour que custa mais ou menos 12,50 reais. Não dá, se ao menos tivesse rendido algumas fotos.


Escrito por: Beline Cidral @ 13:31

{Viajaram comigo:(11)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Free Tour – Parte I

>

Com exceção de duas noites atrás, quando por falta de camas disponíveis na cidade, tive que mudar para outro hostel, de 40 Euros a noite, diga-se de passagem, me hospedei sempre no mesmo albergue e desde então venho repetindo o mesmo movimento: acordar cedo, tomar um café da manhã e checar emails, comentários do blog e notícias.>

Pontualmente às 10 horas da manhã, hora local, sou interrompido por uma alegre jovem que diariamente convida a todos para um “Free Tour in Amsterdam”. Na verdade esses tours são bem populares em toda Europa, mas confesso que não tinha me animado com a idéia até então e que na primeira tentativa não dei bola ao convite, para ser mais preciso ninguém no “coffee-bar-living-tv-dinner-room-shop” do hostel esboçou reação mais afirmativa em relação a convocação tão animadora. Era mesmo animadora, tanto que a tática de incursões diárias um dia funcionou.>

No mesmo “tour horário” estava eu lá, com meu café, meu PC e minha internet, a garota contente e sorridente convocando a massa para um passeio e um monte de gente sem qualquer perspectiva de participação. Como sempre, a pobre moça não bate a aúdiência da animada transmissão ao vivo de snooker na tv e já agradecendo a atenção com o sorriso amarelo é surpreendida, bem como todos no local, por um sonoro: “Yeah!!! Why not?”.>

Quando eu digo sonoro eu digo que qualquer um presente no local pode ouvir em alto e duvidoso inglês um uivo de quem acabara de tomar uma atitude atroz, motivo pelo qual todos voltaram suas atenções ao tal indivíduo do “Free Tour” - como deve ter ficado conhecido após o ocorrido. Já meio atordoado com a situação, morrendo de vergonha e sem saber como reagir diante da platéia que a essas alturas marcava uma sinfonia poliglota de risos, o rapaz, na velocidade de um foguete desgovernado dirige-se a porta de saída, aquela que o levaria para a desejada Amsterdam vista pela perspectiva de um guia. >

Em meio a correria o pobre e mal-falado rapaz esquecesse sua câmera no hostel e isso de alguma forma, mas ainda pouco compreendida, acaba por prejudicar este post no quesito imagem ilustrativa, restando ao nobre leitor, se não as humildes palavras escritas por este que voz escreve e que não tem qualquer outra relação com o episódio do “Free Tour” que não a de mero espectador, mas que também por motivos desconhecido teve acesso a tudo que se passou pelo passeio e promete narrar os melhores momentos no próximo post.>

(Continua)


Escrito por: Beline Cidral @ 13:24

{Viajaram comigo:(12)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Oil Drum?



O recepcionista do hostel é um sujeito bacana, as vezes vou pegar um café com ele e aproveito pra dar uma forcinha pro meu inglês e foi entre um papo e uma xícara que presenciei o barman gente boa tentando explicar a uma hospede como são os “lockers” do hostel.

Os “lockers” de vocês são grandes? – pergunta a moça preocupada com sua grande mochila.

Sim, são “oil drums” – responde o nosso amigo, orgulhoso de sua clareza e objetividade.

“Oil drum” é barril de petróleo e “locker” é um armário, baú, caixa ou “barril” onde os hospedes podem guardar com segurança seus pertences. É uma boa idéia colocar barris de petróleo para servir como armários, foi um dos poucos que comportou o mamute que carrego nas costas por exemplo.

Como assim “oil drum”? – pergunta a menina desconfiada. É do tamanho de um barril?

É, é um “oil drum” – responde em mais uma tentativa de exterminar o impasse. Não da pra ser mais claro, é do tamanho de um barril porque é um barril.

Mas como são os “lockers”? - insiste a menina, ainda com dúvida certamente.

Não se pode culpar um viajante por se importar demasiadamente com esse tipo de coisa, muito menos por perderem algumas horas da viagem tornando as coisas mais complicadas, lembro que vi na recepção de um hostel em Cádiz, na Espanha uma placa alertando o hospede em relação a quantidade de perguntas permitidas na recepção. Tive que passar dois dias podendo fazer no máximo umas cinco por dia, pra mim é difícil, eu olho uma recepção e penso no Google, vai lá e digita: “restaurante bom barato aberto essa hora”. Você quis dizer “oil drum?”

Imagina um barril de petróleo – sugere o agora barman enquanto a moça acena com a cabeça acatando o conselho.

Para! – grita ainda simpático o recepcionista. - É isso.

Não devemos também perder a paciência, jamais com o cara da recepção. Esses caras geralmente são como diretor de escola, tem uns legais outros não muitos, mas pra eles os pentelho vão ser sempre nós. Na verdade eu sou suspeito pra falar porque posso precisar de toda a simpatia na hora do “late check-out”.

Isso o que? – retruca a garota, agora mais perdida que antes.

Um “oil drum”. Imaginou? É isso, o “locker”. – quando terminou a frase, já sem voz, tirou o boné e enxugou o suor enquanto sua boca ensaiava um leve sorriso amistoso.

A menina olhava calada, acho que ainda tinha tanto pra falar. Por um momento eles se entregaram ao olhar um do outro. E num gesto de compaixão mutua o nosso bravo herói abre a porta do hostel e aponta para um “locker” no final do bar. A menina estava encantada, seu rosto era uma pintura impressionista expressando doses cavalares de alivio e compreensão e sem que ela pudesse evitar, por mais constrangedor que pudesse ser, não foi capaz de mover nada além da boca para soltar um sonoro sinal de contemplação:

Um “oil drum”!


Escrito por: Beline Cidral @ 20:03

{Viajaram comigo:(18)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Viagem pela culinária espacial.

Comida é sempre um bom assunto, dia desses um grande amigo me cobrou um post sobre o que ando comendo, geralmente me perguntam sobre isso, principalmente minha mãe, mas essa no caso, com interesses que vão além da curiosidade culinária. Realmente, uma viagem como essas enriquece qualquer paladar, conhecer a culinária de várias partes do mundo, algumas delas muito famosas. Aqui na Holanda os “waffels” e os chocolates fazem tanto sucesso quanto na Bélgica, mas Amsterdam especialmente também tem suas curiosidades gastronômicas.

Um dos principais eixos de ruas no centro antigo oferece uma variedade obscena de restaurantes que variam de Kebab e pizza em pedaço a caríssimos pratos em casas especializadas em carne argentina e brasileira. Restaurantes chineses e pequenas lojas que vendem apenas batatas fritas em grandes cones de papel são opções baratas e muito populares e “fast foods” estão bem distribuídos pela região que ainda garante boas sobremesas como sorvetes, chocolates, doces em geral e café, é claro.

Por falar em café, umas das iguarias mais procuradas só podem ser compradas em “coffeeshops”, são os “space foods” ou “comidas espaciais”, nome bem sugestivo. São bolos, “muffins” e “brownies” preparados com o melhor chocolate da região e uma porção generosa de uma erva muito popular na cidade. Custa em média 4 Euros e junto vem um pequeno papel com a uma série de informações incluído um advertência para que o cliente não fume depois de consumir a guloseima e termina com a seguinte frase em letras garrafais:

“ In case of bad trip: DO NOT PANIC!”

(Se tiver uma “viagem” ruim: Não entre em pânico!).


Escrito por: Beline Cidral @ 23:08

{Viajaram comigo:(12)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Amsterdam é uma cidade inocente que ela só.


Amsterdam é uma cidade inocente que ela só, como vocês puderam perceber pelos “posts” anteriores. Foi com este espírito inocente e uma câmera na mão que entrei no mais puro clima sexo, drogas e rock’n roll! Na verdade eu tentei entrar, mas não consegui tirar o atraso, analisando a planilha orçamentária do projeto não vi nenhum item que me permitisse desfrutar de alguns quitutes típicos da cidade, na verdade essa especificamente era meio oriental... bom deixa pra lá. Aproveitei todo o marasmo da região para coisas bem suaves, dei uma passada por alguns cafés, uma voltinha pela “Red Light Distric”, um dos pontos turísticos mais famosos da capital holandesa além é claro de um singelo passeio pelo parque.

Apesar de soar como um bom e respeitável programa de domingo e é, sugiro que as crianças os cardíacos e os que estão na seca se retirem da frente do monitor. Boa viagem!


Escrito por: Beline Cidral @ 10:34

{Viajaram comigo:(17)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


Problemas com o transito? Vá de carro!

Antes de tudo, gostaria de informar que este Blog não pode ser responsabilizado por problemas na conexão dos hostels que este cidadão que vos escreve costuma se hospedar, motivo pelo qual fiquei impossibilitado de postar nos últimos dias. Peço desculpas ao algum possível viciado nisso aqui e digo que aproveitei o tempo desligado do resto do mundo para dar um gás no vídeo que logo estará aqui. Se tudo der certo.

Contei que quase fui atropelado em Amsterdam? Na verdade foi mais de uma vez! O transito do centro é uma loucura, ser atropelado aqui não é difícil, aliás, se não fosse pela prudência e alguma paciência dos condutores, muitos pedestres, no caso turista, certamente iriam passar pela experiência. É verdade que eu nunca vi um atropelamento de fato e confesso que acho estranho, mas por outro lado, em todas as 10 ou 15 vezes que eu quase sofri um acidente de transito aqui nada aconteceu, só um pequeno susto. Isso foi no primeiro dia, agora já estou esperto. Acho. Você deve estar pensando que os motoristas holandeses são meio loucos. Pode ser, na verdade não sei muito sobre os motoristas daqui, mas posso afirmar que nada foi culpa dos ciclistas.

Que carros, quem falou em carro aqui? Eu tava falando de bicicleta mesmo, e aqui têm muitas. Dados de 2006 estimavam 1 milhão de bicicletas em Amsterdam, no mesmo ano, a população da cidade era de pouco mais de 770 mil habitantes. Eu revisei essa parte pelo menos, é isso mesmo, 1 mi e 700 mil respectivamente. Tudo bem, as pessoas vão às coisas ficam. Outro dado interessante para explicar minha pouca habilidade de transeunte é que a magrela é o principal ou único meio de transporte pra 25% da população. Da pra imaginar essa quantidade de bicicletas nas ruas, muitas andando, mas outras tantas paradas, ai vem um grande problema para muitos moradores daqui: onde estacionar? É mais fácil encontrar vaga pra um ônibus de turismo que pra uma bicicleta.

Sempre desavisado, mas me achando muito esperto, saquei que algumas ruas do centro são fechadas para carro e que muitas pessoas não utilizavam a calçada. Não levei muito tempo pra entender o que tava acontecendo, mas demorei um pouco mais pra aprender. A calçada é para os pedestres e a rua para as bicicletas, óbvio, porque ninguém anda no meio da Augusta? A diferença que aqui os condutores usam capainhas como buzinas e não precisam parar ou abrir os vidros pra alertar ou xingar aqueles que estão no meio do caminho. Fora isso ninguém reclama, com razão, os riscos de estresse quando se anda de bicicleta devem ser bem menores, não só para o ciclista, mas motoristas e pedestres, com exceção de um ou outro turista muito desligado.

Sabe quanto custa a magrela mais popular, ou seja, a mais vendida em Amsterdam? Por volta de 1,5 mil reais, ou 600 Euros, caro é verdade, mas também dá pra alugar uma bike e por 5 euros e você poderá ter seus 15 minutos no aclamado meio de transporte. Pergunta se eu não me animei pra tentar. Claro que não, eu não fui atropelado, felizmente, mas eu com certeza iria estragar a viagem de muita gente em Amsterdam.


Escrito por: Beline Cidral @ 12:57

{Viajaram comigo:(19)} - {link} - {Regras} - {Indique este blog para seus amigos}


 
  Beline Cidral
 
Beline Cidral foi capturado pela Revista Up!, e viaja pelo mundo com uma mochila nas costas, uma câmera na mão, nenhuma idéia na cabeça e quase nada nos bolsos. Ele mostrará, de onde for, as aventuras e perrengues de uma viagem inusitada pelos quatro cantos do planeta... enquanto o Mochileiro Up! passeia, sua mãe pensa que está num seminário estudando pra ser padre.
 
  Vídeos
 
 
 
<< May 2008 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
  1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31
 
 
  arquivos
  May - 2008
April - 2008
March - 2008
February - 2008
 
 
RSS